Salta, la linda da Argentina

Voltando com os posts da Argentina… mais precisamente sobre o noroeste do país, na pitoresca cidade de Salta. Nem acreditamos quando chegamos enfim à cidade. Há tempos tínhamos vontade de ir pra lá, já tínhamos visitado algumas cidades do Cuyo em 2006 e 2008, mas agora chegou a vez do incrível noroeste.

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Com a facilidade (ou não) de estar vindo da Bolívia, decidimos ficar lá uns dias, passamos também por outras cidades vizinhas como Jujuy, Catamarca, Santiago del Estero e Tucumán. O Noroeste é lindo, valeu mesmo a pena passar por lá. A cidade de Salta é o ponto base para conhecer o Noroeste argentino, está ao norte da província de Jujuy e da Bolívia, ao leste com o Paraguai e as províncias argentinas do Chaco e de Formosa, e, por fim, ao sul com o Chile e as demais províncias de região.

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Desde o frio dos Andes e da Puna até sua selvas subtropicais, Salta está inserida entre montanhas, vales férteis de sol e temperatura agradável o ano todo. Assim que chegamos, nos instalamos e logo saímos para comer uma parrillada argentina (o famoso churrasco). Conhecer a cidade à noite é um programa imperdível, a cidade fica linda e a Catedral ainda mais. A Plaza 9 de Julio é o ponto principal da cidade, uma das mais bonitas e arborizadas da Argentina.

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Catedral Basílica de Salta y Santuario del Señor y la Virgen del Milagro.

A hospitalidade provincial salteña qualifica a sua rica herança cultural, que se expressa com música folclórica e religiosa. Salta foi historicamente importante, porque, em seu território, foram lutadas as principais batalhas pela independência da Argentina e, muito antes da descoberta das Américas, foi o berço da rica cultura pré-colombiana. As casas antigas e quintas, agora transformadas em albergues, convidam à aventura. Infelizmente o nosso hostel não era tão assim aventureiro.

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Observamos a predominância da arquitetura colonial do país, representado pelos edifícios históricos como o Cabildo, a linda Catedral, a Casa de Hernández, entre outros. Essa linda e pitoresca cidade, vai deixar saudades.

Ficamos no El Argentino Hostela reserva foi feita quando ainda estávamos em Uyuni na Bolívia. Um dos mais baratos, porém não tão agradável. Ficamos em um quarto de casal com cama grande e televisão com vários canais latinos, incluindo um dos meus preferidos, o Canal de las Estrellas (canal mexicano de novelas). Não indico de maneira nenhuma essa espelunca, pois apesar do quarto de casal, o local é um pulgueiro e bastante sujo, o café da manhã é razoável, mas o lugar infelizmente não agradou. Logo farei um post sobre o Hostel de Salta!

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De qualquer maneira, faça uma busca nos sites do Hostelworld ou do Hostelbookers e procure um local melhor para se hospedar na cidade, são várias opções; o nosso azar foi todos os lugares estarem lotados. Se for ficar em algum hotel não deixe de fazer a reserva pelo nosso link amigo aqui no blog!

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Depois de Salta, iríamos mais uma vez a uma das nossas cidades preferidas, La Ciudad de la Furia, Buenos Aires.

O trajeto demorou exatas 24 horas e chegamos às 13h30 mais ou menos hora local! Essa seria a nossa sexta vez na capital argentina, um lugar em que nos sentimos como em casa! Adiós Salta, pronto nos vemos!

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De Villazón a La Quiaca!

Assim que chegamos às 06hs da manhã na cidade de Villazón, entramos em desespero e fomos procurar a empresa Balut, já que essa era a empresa mais indicada pelos sites e mochileiros que eu consultei. Felizmente demos muita sorte dessa vez. Compramos nossa passagem pela fortuna de 175 pesos argentinos, e o ônibus oferecido era um verdadeiro semi cama, já que estávamos em território argentino, aleluia!! Depois de comprar a passagem e trocar algum dinheiro, eu não tive sorte para trocar libras nem em La Quiaca e nem em Salta, minha irmã trocou alguns dólares para mim. Ou seja, se você for inglês/morar na Inglaterra ou tiver libras, nem tente usar em La Quiaca ou Salta, eles não trocam em banco nenhum.

Fomos andando até a fronteira para atravessar, mais ou menos uns 10 minutos, foi quando eu vi uma fila imensa de mais de 1 quilomêtro, andando a passo de tartaruga é claro. Detalhe que nosso ônibus sairia da rodoviária de La Quiaca às 08h50, então estávamos perdidas. Foi aí que uma senhora nos salvou, eu não sei o que ela fez, mas colocou a gente bem na frente da fila e então esperamos uma 1 hora e meia ao invés de 8 horas, como alguns amigos, mochileiros tinham ficado e nos falado anteriormente.

Foi por causa da empresa e dela que conseguimos atravessar em tempo, quando chegamos à cabine de imigração, somente uma janelinha funcionava, e eu fiquei pensando naquele povo todo que estava na fila esperando há horas. Pois bem, já sabia que tinha perdido o ônibus das 9 horas, pois chegamos à imigração argentina às 08h30 e ônibus sairia às 08h45, a rodoviária estava um pouco longe de onde estávamos, tínhamos que pegar um táxi. Corremos tanto que não entendo até hoje como conseguimos embarcar naquele ônibus, foi realmente muita sorte e agradeço até hoje aquela senhorinha, pois sem ela estaríamos esperando até hoje (brincadeira né!).


Depois de embarcar fomos de La Quiaca até Salta em mais ou menos umas 07 horas e chegamos por volta das 17 horas na cidade de Salta la Linda, até que enfim Argentina!!


De Uyuni a La Quiaca!


Voltando a noite para a cidade de Uyuni, esperávamos nosso ônibus que ia rumo a Villazón, esse sem dúvida, seria o percurso mais punk de toda a viagem, rota cheia de precipícios, abismos e totalmente de terra. Compramos nossa passagem pela Tupiza que também não recomendo de jeito nenhum, comi poeira a viagem inteira, e chegamos muito tarde em Villazón.
As agências de ônibus ficam concentradas na Av. Arce, infelizmente perdemos o melhor ônibus para ir até a fronteira que seria pela empresa Panamericano, então fomos pela Tupiza pelo preço de 80 bolivianos. 
Cara, sem pestanejar, foi a pior viagem da minha vida, não recomendo de jeito nenhum essa viagem pra quem tem problemas respiratórios, asma ou sofre do coração.




Algumas fotos do Salar de Uyuni, Cementerio de Trenes, Caminho até Colchani, Las Locas Argentinas e a Turma do Chaves no Salar.

Os principais destinos de saída de Uyuni são para Oruro, La Paz e Villazón. Garanta sua passagem assim que chegar pela manhã, pois elas evaporam em instantes. A nossa viagem até Villazón durou 10 horas, passando pelas cidadezinhas de Tupiza e Atocha com destino final em Villazón já na fronteira com a cidade argentina de La Quiaca. Já não via a hora de chegar à Argentina, o Salar é um lugar imperdível, mas já vá com a cabeça preparada para uma viagem perigosa!

 
 


+ fotos do Salar, as fotos em perspectiva são geniais.

Detalhe que tentamos ir de trem até Villazón, mas infelizmente nesse dia ele não funciona, isso mesmo, o trem funciona somente às segundas e quinta-feiras, é muita sorte. Chegando à Villazón ficamos mais perdidas que cego em tiroteiro e esperamos um pouco até encontrarmos a empresa de ônibus Balut, que nos levaria até Salta no noroeste argentino, essa foi a parte mais difícil da viagem, pois teríamos que esperar 8 horas na fila da imigração pra passar para o lado argentino, felizmente encontramos uma senhora que nos ajudou nessa travessia e tivemos um pouco de sorte, mas isso eu conto uma outra hora. 

 Terminando com mais fotos do Salar, afinal esse sofrimento todo valeu por conta desse lugar.

Salar de Uyuni!



Nosso passeio começou às 10h30, esperamos muito até o guia resolver sair, além de nós estavam mais alguns brasileiros esperando, mas ao contrário deles a gente iria fazer somente o passeio de 1 dia. Fomos então primeiro ao Cemitério de Trens, um instrutor nos levou até lá e ficamos em torno de uns 20 minutos. Eu fiquei chocada com o lugar, o guia disse que é um antigo aterro sanitário, por isso em alguns lugares tem muito lixo, e por conta do turismo estão limpando a região. 

Logo depois voltamos e assim esperamos mais uns 5 minutos e fomos juntos com umas argentinas muito loucas e bacanas.
Antes de chegar ao Salar, passamos pelo povoado de Colchani, onde está a fábrica de sal e algumas lojas de artesanato e roupas típicas.


Detalhe que o Salar estava alagadíssimo parecendo uma lagoa límpida e transparente. Assim mesmo, é importante o uso de óculos de sol, é tudo tão branco que os olhos ardem e ficam ofuscados pelo reflexo do sol na imensidão de sal. Não se esqueça dos óculos e protetores labial e solar. Como o Salar estava completamente alagado em algumas partes, tiramos nossos tênis e andavámos descalças brincando com a água e o sal, foi uma sensação de liberdade. Só depois vi o resultado, estava toda suja e branca por conta de tanto sal.


Chegando ao Salar fomos tentar tirar as fotos em perspectiva, coisa não muito fácil de se fazer, ainda mais em um local completamente alagado. As malucas argentinas são umas gênias nesse quesito, como são criativas, fizeram milhares de poses e tiravam fotos incríveis. Almoçamos em um hotel muito chique feito todo de sal, depois visitaríamos o Hotel de Sal mais famoso de Uyuni, que parece um albergue, ali tiramos mais algumas fotos inclusive com as bandeiras dos países. Depois disso fomos à uma parte do Salar que tinha um Rio quente borbulhante, eu tirei meus sapatos e fiquei caminhando sobre o rio, o Salar é e foi um dos lugares mais incríveis e mágicos de toda a viagem. Infelizmente meu armazenamento de fotos acabou, portanto as fotos ficarão para o próximo relato.


Próximo post mais sobre a cidade de Uyuni. 

A Empoeirada Uyuni!


Por fim chegamos a outro ponto alto da viagem, nada mais nada menos que o Salar de Uyuni ou o famoso Salt Flats da Bolívia, que está localizado na cidade de Uyuni, e é um dos lugares mais lindos e inóspitos que já tive a oportunidade de conhecer.
A agência que escolhemos foi a Colque Tour, gostei muito do atendimento, o dono da agência é um senhor muito simpático, esperto e bonachão, nós estávamos preocupadas, pois a maioria das pessoas nos alertavam para escolher uma agência conhecida com carros mais novos e motoristas responsáveis.
Um grupo de brasileiros que conhecemos em Tiwanaku nos indicou e disse que valia muito a pena.
Contratamos o passeio ainda na cidade de La Paz e nos custou 240 bolivianos, mais ou menos 35$ dólares pelo passeio de 1 dia que ia até o Cementerio de los Trenes, Isla del Pescado, Hotel de Sal e o povoado de Colchani, além do percurso do próprio Salar, contratamos também o ônibus La Paz/Uyuni por 130 bolivianos pela Cruz del Norte que não indico de forma alguma.
As melhores companhias de ônibus para ir a Uyuni são a Panasur ou a Expreso Don Omar, o resto é lata velha ambulante com risco de desabamento.

 


Uma das minhas fotos preferidas, Estação de Uyuni que só funciona alguns dias da semana, Cementerio de Trenes, Salar e Vagões abandonados na Estação de Trem..

O passeio de 3 dias saindo de Uyuni está entre 80$ a 110$ dólares e tem o percurso completo até San Pedro de Atacama no Chile. É bem mais barato saindo de Uyuni do que de San Pedro. O tour completo visita a cidade de Uyuni, Dry Salt Lake, Altiplanic Lagoons, Stone Tree (Árbol de Piedra), Red Lagoon (Laguna Colorada), Geysers del Tatio, Hot Springs, Green e White Lagoon entre outros lugares próximos, como disse o percurso até San Pedro ida e volta sai um pouco mais caro, em torno de 160$ a 200$ dólares.
  
 
 

Colque Tour
Uyuni, Potosí Av. #54
La Paz, Sagarnaga Street #213, Chuquiago Galery




No momento eu tô fazendo um curso de extensão e várias provas pra elaborar, então tô sem tempo pra postar, mas ainda falta muita coisa do Mochilão América do Sul, além do nosso BIG roteiro e preparativos para o Mochilão Europa. Já fechamos o roteiro, e que roteiro!! 
A viagem durará em torno de 60 dias!! No próximo post conto mais sobre o Salar, além de incluir mais fotos.

As fotos mais incríveis são do Salar..

Chacaltaya e Valle de la Luna!


Dando uma parada nos posts sobre o Mochilão Europa, volto a falar do nosso Mochilão América do Sul que vivenciamos no mês de janeiro e fevereiro desse ano. Continuando, nesse dia passamos por dois opostos, e aí vemos o quanto a natureza é inexplicável. Depois de voltar à La Paz e ao Pirwa (hostel que ficamos) contratamos o passeio ao Chacaltaya e ao Valle de la Luna. Na verdade, esse passeio estava programado para o começo da viagem, mas como já não tinham mais vagas, fizemos o de Tiwanaku, foi até melhor, pois já estávamos aclimatadas com a altitude de Copacabana e Cusco. 

A subida do Chacaltaya é realmente surpreendente, já no microônibus com mais ou menos 25 pessoas e um guia espetacular, começamos a subida que a cada curva dava um frio na espinha, os precipícios eram aterradores e cada curva parecia que seria a última.

 

 

 

As fotos não chegam nem próximo do que realmente é o lugar. 
Depois da perigosíssima subida, chegamos ao refúgio, e dali só caminhando. E que caminhada!! Cada passo parecia uma maratona, e eram apenas algumas centenas de metros. O Chacaltaya é um dos muitos picos da Cordilheira dos Andes, seus incríveis 5,421 metros de altitude, dão a alcunha da pista de esqui mais alta do mundo (no momento desativada), a montanha está a mais ou menos 30 km de La Paz e dele vemos a majestosa vista do Huyana Potosí.

 

Uma das minhas fotos preferidas da viagem, a vista do segundo Cume, um dos muitos viajantes na Montanha.

Como já disse a estrada é estreita e íngrime e bem próximo a ela está o Observatório Astrofísico do Chacaltaya. Demorei 50 minutos para subir até o primeiro cume, o vento é forte e a sensação de vertigem é constante. Pensei que ia capotar montanha abaixo, mas aguentei firme até o fim, e isso porque tomei chá de coca e as pílulas de soroche. A subida para o segundo cume foi a glória, uma sensação que nunca tinha sentido na vida, estar em um pico de mais de 5 mil metros e com uma vista incrível da cidade de La Paz, além do Lago Titicaca foi realmente único e surpreendente, ao lado a vista de outro gigante, o Huayna Potosí.



O refúgio, a mais ou menos 5 mil metros de altura, subida e o Huayna Potosí.

Depois de ficar um tempo apreciando a vista e agradecendo por estar ali, desci pois sabia que o tempo estava se esgotando, assim que descia começava a nevasca, aí tentei descer o mais rápido que pude, é claro com muito cuidado, pois não queria fazer outro tipo de viagem. A nevasca ficou tão intensa que o guia ficou preocupado pelos que ainda estavam por lá. Aproveitei e descansei um pouco na lanchonete e esperamos ainda uns 30 minutos até que todos chegassem. Dali partiríamos até o Valle de la Luna no lado Sul de La Paz, próximo ao Campo de Golfe e a um dos bairros mais chiques da cidade.

 

Vista da Montanha antes de começar a subida, Primeira parada, Fernanda em sua pose clássica, + uma do Huayna.

Com roupas pesadas e vários casacos chegaríamos até o Vale com um calor de mais de 30 graus. Estávamos com 5 ou abaixo disso no Chacaltaya, no mesmo dia enfrentamos dois extremos. Coisas da Bolívia!! O Valle de la Luna é um sítio arqueológico bastante famoso e comparado ao solo lunar, 1 hora de distância do Chacaltaya, mas parecia em outro planeta, o calor além de intenso era massacrante, pois o lugar era extremamente seco. Os dois passeios foram comprados no Pirwa Hostel foram 80 bolivianos, e valem muito a pena.

Acho que esperei uns 20 minutos tomando fôlego, chegando ao primeiro cume, já na lanchonete esperando pelos demais.

No dia seguinte estávamos bem tristes, pois deixaríamos um dos lugares mais bacanas de toda a viagem, apesar da pobreza e de vários fatores, La Paz foi um dos lugares que mais gostei de conhecer, gente alegre e feliz assim como os brasileiros, mas com muito mais problemas e dificuldades que a nossa. Compramos nossas passagens para Uyuni, dali iríamos fazer o Tour pelo Salar e proximidades, outro ponto alto da viagem estava se aproximando, mas isso eu deixo para o próximo post.


 

 

 

A vista da estradinha “perigosa”, do alto se avistava o Lago Titicaca, pra finalizar o Valle de la Luna e suas formações rochosas.

hora de voltar a la paz..

Depois dos mágicos dias em Machu Picchu e nossa volta a Cusco ainda ficaríamos mais um dia pela cidade, saímos com nosso amigo Henrique e aproveitamos ainda mais a capital do Império Inca, sem dúvida Cusco foi uma das minhas cidades preferidas. Compramos as passagens para La Paz na agência que contratei o pacote de Machu Picchu, pois não queria ter a infelicidade de esperar em Puno mais uma vez, mas que ledo engano, já deveria saber como funcionam as coisas na Bolívia e no Peru.

máscaras típicas no mercadinho em Pisaq.

Continue Lendo “hora de voltar a la paz..”

Machu Picchu.. (3)



Continuando, continuando, infelizmente a última parte do trajeto Machu Picchu. Depois de conhecer a cidade Sagrada, fiquei super feliz pois realizei um sonho de muitos anos e valeu cada centavo investido nessa aventura. Sério, a trip pra Machu Picchu foi perfeita, não tivemos nenhum tipo de imprevisto ou prejuízo, pelo contrário, ficamos em um hostel muito bom e economizamos bastante. Muitas pessoas que conheci ao longo da viagem, reclamaram muito da infraestrutura, das agências, das pessoas, alguns foram realmente infelizes na escolha e nós conseguimos tudo por um bom preço e um ótimo serviço.
É como digo, faça tudo com antecedência, assim sua viagem será tranquila e maravilhosa. Informação fundamental pra que vai à Machu Picchu, compre o ticket de entrada para o parque em Cusco ou em Águas Calientes, não é possível adquirir na entrada do parque. Prepare-se para desembolsar 128 soles, estudantes pagam meia mostrando a carteirinha da ISIC, após emitido o ticket deve ser usado dentro de 3 dias, nós compramos tudo pelo pacote então saiu por 200U$.

 

Outra das minhas fotos preferidas, essa foi tirada com a vista do cânion, Pedras Incas, Vista da cidade, El Tiemplo de las 3 Ventanas e La Casa del Inca. 

O complexo arqueológico de Machu Picchu fica aberto das 06h00 às 17h30, na entrada tem um guarda-volume caso você queira guardas alguns de seus pertences, não é permitido caminhar na cidade com malas muito grandes ou bastões (vi muita gente usando). Ao lado tem uma salinha pra que quiser carimbar o passaporte com uma estampa de Machu Picchu (infelizmente nós esquecemos, grande vacilo).
Pra contratar um guia você poderá encontrar facilmente assim que você adentrar a cidade, eles ficam caçando e enchem o saco a toda hora, alguns nos cobraram algo em torno de 30 soles. Eu não comprei o livro, mas pegamos uns mapas bem bacanas na entrada, assim não precisamos de um guia no nosso pé (não é generalizando, mas alguns eram insuportáveis de chato, não pedíamos pelo serviço e eles ficavam lá falando e falando, e ainda nos cobravam depois), acostume-se com o jeitinho peruano.

 
Vista do lado oposto da cidade, a clássica foto de Machu Picchu, Piedras Incas e as Escadarias.

Machu Picchu sem dúvida foi o ponto alto da viagem e não nos decepcionou em nenhum momento, acho que se fizesse novamente não teria sido tão perfeita, um dos nossos sonhos havia se concretizado conhecer uma das grandes civilizações pré-colombianas, a todos que tenham o mesmo sonho, eu digo que é possível e você pode sair renovado com todos os obstáculos e desprazeres da viagem, foi uma grande experiência, pois descobrimos que tudo o que nos propusemos a fazer, torna-se real e está ao alcance das nossas mãos.
Depois de Machu Picchu voltaríamos a Cusco, Puno e La Paz! 
Viajar é incrível.

 
A multidão em direção ao Intihuatana, as muitas escadarias da cidade, mais uma das minhas preferidas.