e o dinheiro?, mochilão méxico
Depois de vários posts sobre o Mochilão América do Sul e do Mochilão Europa, além é claro do começo da Copa das Confederações e dos protestos que aconteceram aqui em Brasília, volto a falar da nossa viagem para o México. Sorte a nossa que compramos as passagens bem antes da alta do dólar, pois se deixássemos pra comprar agora a viagem já estaria cancelada. Bem sabemos que o Brasil está passando por vários problemas e por muitas mudanças, mas falando a real, não acho que tenhamos um governo melhor que o da esquerda.
Já falei bastante sobre o dinheiro em alguns posts dos mochilões anteriores, essa viagem saiu bem mais em conta, e demos muita sorte, pois compramos a passagem em maio e estava de promoção. Já fechei os hostéis e os hotéis no México e no Panamá, além de procurar as empresas de ônibus que nos deslocaremos por lá.
Já fiz as reservas pelo www.hostelworld.com e pelo site da decolar que só decidi usar depois que uma amiga que viajou muito para os Estados Unidos e para Cancún usou e disse que saiu tudo bem. Consultei os hostéis e os hotéis pelo Trip Advisor como de costume e escolhemos alguns bem legais. No post sobre hospedagem falarei mais um pouco e colocarei inclusive o preço das diárias e o hostel ou hotel escolhido. Outra coisa que também já resolvi foram os ônibus e os trajetos que iremos fazer, também no post sobre o Roteiro colocarei detalhadamente as cidades que iremos passar.
O primeiro passo já foi feito, a passagem de avião, sempre a parte mais cara da viagem. Falar nisso, o Simon decidiu viajar com a gente e tive que procurar a passagem pra ele também, o vôo dele sai de Birmingham, passa por Nova Iorque e chega na Cidade do México, a passagem dele saiu bem mais cara do que a nossa, além de ser bem mais caro do que vir ao Brasil.
Nessa viagem iremos eu, Simon, minha irmã e minha prima, ficaremos por volta de 15 dias, justamente o tempo que tenho de férias na escola. Vamos de mochila, inclusive já falei pra ele trocar a mala dele por uma mochila, de preferência uma ótima, assim ela vai durar bastante. A minha já tem 7 anos e acho que vai durar mais uns 5, lembrar que tenho que trocar o zíper.
Pelas minhas contas gastarei em torno 3.750R$ isso com a passagem já inclusa, além é claro de tirar uns 500$ pra compras no Panamá. Sobre o dinheiro iremos trocar reais por dólares aqui no Brasil mesmo, e nessa nos demos mal, pois a cotação está 1U$ pra 2,4R$, além disso levarei o cartão para alguma emergência. O Simon irá trocar libras para pesos mexicanos e com isso ele vai ficar rico no México. Detalhe que só gastarei bem mais, pois decidi fazer umas compras no Panamá e comprei várias coisinhas pra minha casa nova.
Os gastos da viagem:
Passagem Brasília/Panamá/Cidade do México/Panamá/Brasília/ida e volta (COPA): 1750R$
Hospedagem: 798R$ (1 Hostel e 3 Hotéis), Transporte local: 150R$ (táxi, ônibus, trem, metrô)
Comida: 350R$, Passeios: 300R$ (Teotihuacán e Museus), Gastos: 400R$ (Compras)
Passagens (entre as cidades): 389R$
Total: 4.137R$
Note to myself: Lembrar do visto para os Estados Unidos que ainda está em stand by, anotar as comprinhas que farei no Panamá e trazer as garrafinhas do Starbucks.
No próximo post mais detalhe sobre o roteiro além de informar quais lugares iremos e quanto vamos gastar com os ônibus no México.
El Argentino Hostel, hospedagem em Salta
Ficamos no El Argentino Hostel na cidade de Salta, localizada no noroeste argentino. Não tinha intenção nenhuma de ficar nesse lugar, mas fazendo uma pesquisa rápida numa “lan house” em Uyuni, encontrei algumas referências no Hostelworld. Como foi difícil achar vaga nessa época em Salta, da lista de 5 hostéis só o Argentino tinha vaga, os outros que eram bem melhores estavam lotados.
Como a hospedagem seria dali a 2 dias, resolvi arriscar. Foi um dos mais baratos que encontrei, infelizmente foi um dos piores hostéis onde já me hospedei, só não perde até hoje pro campeão, o Everton Hostel de Liverpool.
O lugar não é nem feio, os quartos são até agradáveis, mas o lugar não bateu!
O Hostel: ficamos em um quarto de casal com cama grande e televisão com vários canais latinos, incluindo um dos meus preferidos, o Canal de las Estrellas, além do TLNovelas. Se fosse pra indicar para algum amigo ou conhecido não o faria, pois o lugar é uma espelunca. Apesar do quarto ser de casal é bastante sujo, algumas roupas de cama estavam molhadas e tudo fedia a mofo. O café da manhã era razoável, mas o lugar infelizmente não me agradou. Os atendentes são terríveis e não são muito de conversa. O wi-fi deles é horrível e não consegui conectá-lo com eficiência.
De qualquer maneira, faça uma busca nos sites do Hostelworld ou do Hostelbookers e procure um local melhor para se hospedar na cidade. Falaram-nos de um outro hostel que era muito bom, mas como já tinha pagado a diária resolvemos ficar! Se resolver ficar em algum hotel pela cidade não deixe de reservar o hotel pelo link aqui no blog.
O Café da Manhã: não gostei muito, não! A sala comum é muito bagunçada, a cozinha idem, há muito barulho e não tivemos muita sorte com um grupo de americanos que zoneavam o tempo inteiro. Eles oferecem pães, doce de leite, suco, chá, café e só.

A localização e como Chegar: está a algumas quadras (várias) da Plaza 9 de Julio. Próximo ao Hostel, tem um Carrefour e algumas lojas de roupas; no caminho é possível encontrar bancos e já próximo ao centro estão as casas de câmbio. Infelizmente não conseguir trocar libras em Salta, eles só trocam em Buenos Aires. Portanto, leve dólares ou até reais (que valem o mesmo que o peso argentino). Felizmente tinha o meu cartão e consegui sacar dinheiro. A rua do hostel é a Calle Alvarado 1077.
Como não tinha ideia de onde ficava a rua, chamamos um táxi já no Terminal de Salta, gastamos algo em torno de 15$ pesos. Bastante barato! Pra voltar ao Terminal, pedimos um táxi no próprio hostel e saiu um pouco mais caro 25$ pesos. Não tenho intenção de voltar ao Noroeste, mas, se algum dia o fizer, certamente escolherei outro local para me hospedar em Salta. Acho que pelo fato de estarmos muito cansadas com a viagem e por passar várias horas em ônibus queríamos um lugar mais tranquilo e mais limpo. Pra mim, limpeza é imprescindível. A única coisa boa do hostel foi ter conhecido um grupo de brasileiros que estava viajando pelo noroeste e fazendo os passeios às cidades vizinhas.
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Salta, la linda da Argentina
Voltando com os posts da Argentina… mais precisamente sobre o noroeste do país, na pitoresca cidade de Salta. Nem acreditamos quando chegamos enfim à cidade. Há tempos tínhamos vontade de ir pra lá, já tínhamos visitado algumas cidades do Cuyo em 2006 e 2008, mas agora chegou a vez do incrível noroeste.

Com a facilidade (ou não) de estar vindo da Bolívia, decidimos ficar lá uns dias, passamos também por outras cidades vizinhas como Jujuy, Catamarca, Santiago del Estero e Tucumán. O Noroeste é lindo, valeu mesmo a pena passar por lá. A cidade de Salta é o ponto base para conhecer o Noroeste argentino, está ao norte da província de Jujuy e da Bolívia, ao leste com o Paraguai e as províncias argentinas do Chaco e de Formosa, e, por fim, ao sul com o Chile e as demais províncias de região.



Desde o frio dos Andes e da Puna até sua selvas subtropicais, Salta está inserida entre montanhas, vales férteis de sol e temperatura agradável o ano todo. Assim que chegamos, nos instalamos e logo saímos para comer uma parrillada argentina (o famoso churrasco). Conhecer a cidade à noite é um programa imperdível, a cidade fica linda e a Catedral ainda mais. A Plaza 9 de Julio é o ponto principal da cidade, uma das mais bonitas e arborizadas da Argentina.




Catedral Basílica de Salta y Santuario del Señor y la Virgen del Milagro.
A hospitalidade provincial salteña qualifica a sua rica herança cultural, que se expressa com música folclórica e religiosa. Salta foi historicamente importante, porque, em seu território, foram lutadas as principais batalhas pela independência da Argentina e, muito antes da descoberta das Américas, foi o berço da rica cultura pré-colombiana. As casas antigas e quintas, agora transformadas em albergues, convidam à aventura. Infelizmente o nosso hostel não era tão assim aventureiro.



Observamos a predominância da arquitetura colonial do país, representado pelos edifícios históricos como o Cabildo, a linda Catedral, a Casa de Hernández, entre outros. Essa linda e pitoresca cidade, vai deixar saudades.
Ficamos no El Argentino Hostel, a reserva foi feita quando ainda estávamos em Uyuni na Bolívia. Um dos mais baratos, porém não tão agradável. Ficamos em um quarto de casal com cama grande e televisão com vários canais latinos, incluindo um dos meus preferidos, o Canal de las Estrellas (canal mexicano de novelas). Não indico de maneira nenhuma essa espelunca, pois apesar do quarto de casal, o local é um pulgueiro e bastante sujo, o café da manhã é razoável, mas o lugar infelizmente não agradou. Logo farei um post sobre o Hostel de Salta!



De qualquer maneira, faça uma busca nos sites do Hostelworld ou do Hostelbookers e procure um local melhor para se hospedar na cidade, são várias opções; o nosso azar foi todos os lugares estarem lotados. Se for ficar em algum hotel não deixe de fazer a reserva pelo nosso link amigo aqui no blog!


Depois de Salta, iríamos mais uma vez a uma das nossas cidades preferidas, La Ciudad de la Furia, Buenos Aires.
O trajeto demorou exatas 24 horas e chegamos às 13h30 mais ou menos hora local! Essa seria a nossa sexta vez na capital argentina, um lugar em que nos sentimos como em casa! Adiós Salta, pronto nos vemos!
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De Villazón a La Quiaca!
Assim que chegamos às 06hs da manhã na cidade de Villazón, entramos em desespero e fomos procurar a empresa Balut, já que essa era a empresa mais indicada pelos sites e mochileiros que eu consultei. Felizmente demos muita sorte dessa vez. Compramos nossa passagem pela fortuna de 175 pesos argentinos, e o ônibus oferecido era um verdadeiro semi cama, já que estávamos em território argentino, aleluia!! Depois de comprar a passagem e trocar algum dinheiro, eu não tive sorte para trocar libras nem em La Quiaca e nem em Salta, minha irmã trocou alguns dólares para mim. Ou seja, se você for inglês/morar na Inglaterra ou tiver libras, nem tente usar em La Quiaca ou Salta, eles não trocam em banco nenhum.
Fomos andando até a fronteira para atravessar, mais ou menos uns 10 minutos, foi quando eu vi uma fila imensa de mais de 1 quilomêtro, andando a passo de tartaruga é claro. Detalhe que nosso ônibus sairia da rodoviária de La Quiaca às 08h50, então estávamos perdidas. Foi aí que uma senhora nos salvou, eu não sei o que ela fez, mas colocou a gente bem na frente da fila e então esperamos uma 1 hora e meia ao invés de 8 horas, como alguns amigos, mochileiros tinham ficado e nos falado anteriormente.
Foi por causa da empresa e dela que conseguimos atravessar em tempo, quando chegamos à cabine de imigração, somente uma janelinha funcionava, e eu fiquei pensando naquele povo todo que estava na fila esperando há horas. Pois bem, já sabia que tinha perdido o ônibus das 9 horas, pois chegamos à imigração argentina às 08h30 e ônibus sairia às 08h45, a rodoviária estava um pouco longe de onde estávamos, tínhamos que pegar um táxi. Corremos tanto que não entendo até hoje como conseguimos embarcar naquele ônibus, foi realmente muita sorte e agradeço até hoje aquela senhorinha, pois sem ela estaríamos esperando até hoje (brincadeira né!).
Depois de embarcar fomos de La Quiaca até Salta em mais ou menos umas 07 horas e chegamos por volta das 17 horas na cidade de Salta la Linda, até que enfim Argentina!!
De Uyuni a La Quiaca!
Voltando a noite para a cidade de Uyuni, esperávamos nosso ônibus que ia rumo a Villazón, esse sem dúvida, seria o percurso mais punk de toda a viagem, rota cheia de precipícios, abismos e totalmente de terra. Compramos nossa passagem pela Tupiza que também não recomendo de jeito nenhum, comi poeira a viagem inteira, e chegamos muito tarde em Villazón.
As agências de ônibus ficam concentradas na Av. Arce, infelizmente perdemos o melhor ônibus para ir até a fronteira que seria pela empresa Panamericano, então fomos pela Tupiza pelo preço de 80 bolivianos.
Cara, sem pestanejar, foi a pior viagem da minha vida, não recomendo de jeito nenhum essa viagem pra quem tem problemas respiratórios, asma ou sofre do coração.
Algumas fotos do Salar de Uyuni, Cementerio de Trenes, Caminho até Colchani, Las Locas Argentinas e a Turma do Chaves no Salar.
Os principais destinos de saída de Uyuni são para Oruro, La Paz e Villazón. Garanta sua passagem assim que chegar pela manhã, pois elas evaporam em instantes. A nossa viagem até Villazón durou 10 horas, passando pelas cidadezinhas de Tupiza e Atocha com destino final em Villazón já na fronteira com a cidade argentina de La Quiaca. Já não via a hora de chegar à Argentina, o Salar é um lugar imperdível, mas já vá com a cabeça preparada para uma viagem perigosa!
Detalhe que tentamos ir de trem até Villazón, mas infelizmente nesse dia ele não funciona, isso mesmo, o trem funciona somente às segundas e quinta-feiras, é muita sorte. Chegando à Villazón ficamos mais perdidas que cego em tiroteiro e esperamos um pouco até encontrarmos a empresa de ônibus Balut, que nos levaria até Salta no noroeste argentino, essa foi a parte mais difícil da viagem, pois teríamos que esperar 8 horas na fila da imigração pra passar para o lado argentino, felizmente encontramos uma senhora que nos ajudou nessa travessia e tivemos um pouco de sorte, mas isso eu conto uma outra hora.
Salar de Uyuni!
Nosso passeio começou às 10h30, esperamos muito até o guia resolver sair, além de nós estavam mais alguns brasileiros esperando, mas ao contrário deles a gente iria fazer somente o passeio de 1 dia. Fomos então primeiro ao Cemitério de Trens, um instrutor nos levou até lá e ficamos em torno de uns 20 minutos. Eu fiquei chocada com o lugar, o guia disse que é um antigo aterro sanitário, por isso em alguns lugares tem muito lixo, e por conta do turismo estão limpando a região.
Detalhe que o Salar estava alagadíssimo parecendo uma lagoa límpida e transparente. Assim mesmo, é importante o uso de óculos de sol, é tudo tão branco que os olhos ardem e ficam ofuscados pelo reflexo do sol na imensidão de sal. Não se esqueça dos óculos e protetores labial e solar. Como o Salar estava completamente alagado em algumas partes, tiramos nossos tênis e andavámos descalças brincando com a água e o sal, foi uma sensação de liberdade. Só depois vi o resultado, estava toda suja e branca por conta de tanto sal.
Chegando ao Salar fomos tentar tirar as fotos em perspectiva, coisa não muito fácil de se fazer, ainda mais em um local completamente alagado. As malucas argentinas são umas gênias nesse quesito, como são criativas, fizeram milhares de poses e tiravam fotos incríveis. Almoçamos em um hotel muito chique feito todo de sal, depois visitaríamos o Hotel de Sal mais famoso de Uyuni, que parece um albergue, ali tiramos mais algumas fotos inclusive com as bandeiras dos países. Depois disso fomos à uma parte do Salar que tinha um Rio quente borbulhante, eu tirei meus sapatos e fiquei caminhando sobre o rio, o Salar é e foi um dos lugares mais incríveis e mágicos de toda a viagem. Infelizmente meu armazenamento de fotos acabou, portanto as fotos ficarão para o próximo relato.
Próximo post mais sobre a cidade de Uyuni.
A Empoeirada Uyuni!
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