Uma tarde por Coventry [Maio. 2014]



Tinha programado o post de Praga pro blog hoje, mas vou deixar pra mais tarde! Como não tinha nada pra fazer e o Simon estava de folga, fomos até Coventry! Eu escolhi a cidade num mapa que tenho aqui, mas confesso que fiquei curiosa, pois lá está a Catedral que foi bombardeada pelos alemães na 2ª Guerra Mundial, a cidade também é próxima a Birmingham,  e com o nosso cartão de desconto do Rail UK ficou bem mais barato viajar por aqui, então é claro aproveitamos! 

Fiquei até chocada com a disponibilidade e simpatia do Simon com essa trip de ontem! Já estamos pensando na próxima!
Adiantando, gostei da cidade, é bem tranquila, bem maior que Worcester, mas bem menor que Birmingham, se não me engano é a 8ª maior cidade da Inglaterra, e ao contrário de Malvern é bem próxima de Londres, somente 1 hora pelos trens da Virgin! 



A cidade fica no mesmo distrito aqui de Malvern, o Midlands, faz parte do county de Warwickshire e tem na média uns 300 mil habitantes, é realmente pequena, pois Taguatinga, cidade onde moro em Brasília tem mais de 700 mil habitantes, coisas do Brasil!
Coventry também é famosa pela Lady Godiva, os cabs ingleses, um famoso ditado popular e é a sede dos automóveis Jaguar aqui na Inglaterra! Hoje em dia, Coventry é uma potência industrial, principalmente no setor automotivo e lá são fabricados os famosos cabs ingleses. Os ingleses têm um ditado que diz que quando alguém é ignorado ou é tratado como se não existisse ele foi enviado para Coventry. 
Eu achei a cidade até bonitinha, a verdade é que o tempo tava meio maluco, quando chegamos estava sol e logo depois começou a chover, só por isso o passeio foi meio sem graça, mas até aí aproveitei pra comprar algumas coisas pra cozinha.


























A comida estava ótima, prefiro pub a fast food, então pedi um scampi com legumes e batatas, o Simon ficou com o tradicional roast beef e yorkshire pudding, tava bom! Ainda fui perseguida por um esquilinho simpático, pena que eu não tinha nada pra ele, ele ficou uns 10 minutos me perseguindo!

Voltando à parte histórica, durante a segunda guerra, a cidade foi quase que completamente destruída pelos nazistas, as paredes da antiga catedral de St. Michael foram uma das poucas coisas que ficaram de pé após os bombardeios, e foi o que serviu de referência para a reconstrução do centro. A cidade também é considerada a primeira cidade irmã gêmea, sendo sua parceira a cidade russa de Stalingrado, aqui eles têm essa curiosidade de colocar várias cidades inglesas sendo irmãs de cidades pelo mundo! Uma nova Catedral foi construída e esta fica ao lado da antiga Catedral, a cidade também possui duas grandes renomadas universidades, a Coventry University e a University of Warwick!

No próximo post falo mais da Catedral, sem dúvida o maior símbolo da cidade!

Birmingham Museum & Art Gallery

Estava por Birmingham batendo perna, aproveitei e dei uma passada no maior museu da cidade. O Birmingham Museum & Art Gallery, o museu é muito bom, parece uma mistura de British Museum e National Gallery, neste verão a maior exposição é sobre a cidade e os cidadãos de Birmingham.

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A entrada é gratuita, mas no final do passeio é legal dar uma colaboração. Gostei bastante e recomendo. O Museu de Arte, o BM&AG, fica no centro da cidade, bem na Praça Victoria e ali é possível ver uma das coleções mais importantes de arte, cerâmica, peças de metal, jóias, arqueologia, etnografia, além de mostrar a história local e industrial da cidade. Como já disse, é como se fosse uma mistura do National Gallery e do British Museum só que em menor escala. 

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A entrada é grátis, mas algumas exposições podem ser vistas com o pagamento de uma taxa, a última que visitei na semana passada conta a história da cidade de Birmingham e está aberta a todo o público. A vasta coleção de antiguidades inclui moedas dos tempos da Idade Média, artefatos da Índia, Ásia Central, Egito e Chipre antigos, ainda é possível ver algumas obras da Grécia Clássica, Império Romano e algumas peças da América Latina. 
No terceiro andar, estão disponíveis algumas peças e materiais da Era Medieval com uma exibição permanente no display do The Birmingham History Galleries.
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Em relação a história da indústria local, o gigante logo da fábrica da Birmingham HP Sauce está em exposição fazendo parte agora da coleção de peças do museu. Outros importantes museus da cidade são os de Ciência, o Jewellery Quarter, a Aston Hall, a Soho House, a Blakesley Hall, o Weoley Castle, além do Museu das Coleções, o Museum Collections Centre.

Exposição sobre Birmingham no Art Gallery! #midlands #museu #inglaterra #england

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O site oficial do museu é o http://www.bmag.org.uk/
Endereço: Chamberlain Square, Birmingham, B3 3DH
Tel: +44 (0)121 348 8007
Aberto de segundas as quintas das 10hs às 17hs, e nas sextas das 10h30 às 17hs.
Sábados e domingos das 10hs às 17hs.

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Semana passada acordei bem humorada e quis bater perna, fui então até Birmingham, que daqui de casa são 30 minutos de trem! Segunda maior cidade da Inglaterra! A cidade estava um formingueiro, também pudera, inventei de ir lá num sábado e sem contar que essa semana foi bank holiday o feriado de maio que eles comemoram aqui! Antes de chegar ao centro passei pela Universidade, os prédios são enormes e ultra modernos! Já tinha lido alguns relatos e visto fotos de lá de alguns estudantes do Ciência Sem Fronteiras! O trem ainda atrasou pois um estudante desmaiou no meio da estação então ficamos por ali uns 15 minutos até a chegada de uma ambulância! A estação principal de Birmingham, a New Street, é uma das maiores da Inglaterra, não deve nada as de Londres, principalmente a de King’s Cross! Eles estão reformando tudo e com certeza vai ser uma das estações mais modernas e futurísticas do sistema de trens daqui!

Cheguei por voltas das 10 horas e já fui logo procurando um mercado ou um café pra comprar algo pra comer, estava um pouco frio, então desisti do tesco e fui no starbucks, comprei também outra garrafa das que coleciono, a do Shakespeare, uma das minhas preferidas, já que antiga dei de presente (vendi) pra minha irmã! Tirei várias fotos com a G9 da Canon e pude aprender um pouco mais a mexer nas funções! 
Fui também na exposição sobre Birmingham que estava em exibição no Birmingham Museum & Art Gallery, um dos maiores da cidade! Sobre este falarei no próximo post! Além da visita ao museu, visitei a Catedral de Birmingham e fiz umas comprinhas na H&M, na Waterstone’s e na Primark! 
Outro dia bastante produtivo! 

Bratislava, capital da Eslováquia

Uma cidade bastante conhecida por ser a cidade de um dia só!
Várias pessoas fazem um bate-volta até lá desde Viena, afinal somente 1 hora de viagem! Fomos de ônibus, e chegamos na rodoviária central, próxima a Catedral de Bratislava! 

Ali pegamos a pior nevasca da viagem, era impossível sair dali sem levar uma surra do vento e da neve! Infelizmente nosso passeio até lá ficou pra outro dia! Mesmo assim ainda conhecemos algo da cidade! 
Bratislava, Preßburg ou Pozsonyn é a capital e principal cidade da Eslováquia, situada a sudoeste do país, junto da fronteira com a Áustria e, da fronteira com a Hungria, tornando-se assim, a única capital européia situada na fronteira do seu país com outros dois.
A cidade é também cortada pelo rio Danúbio em seu curso. Com 427 mil habitantes, é a maior cidade do país.
Os Cárpatos, uma das notórias cordilheiras européias, começam no território da cidade, sede da presidência, do parlamento e do governo eslovacos, Bratislava conta ainda com universidades, museus, teatros e toda infra-estrutura comum às grandes cidades no que tange a vida política, cultural e social do ocidente. 

Bratislava, como foi rebatizada em 6 de março de 1919, tem sido conhecida por muitos nomes em diferentes línguas ao longo de sua história. Seu primeiro nome registrado, nos Annales Iuvavenses do século X, foi Brezalauspurc, literalmente: Castelo de Braslav. Uma curiosidade é que o nome Pressburg, também muito utilizado em publicações em inglês até 1919, e ainda hoje é utilizado ocasionalmente.






A cidade sempre está na rota de mochileiros e viajantes, afinal está a 50 minutos de Viena. O filme O Albergue, conseguiu fazer o impossível, manchou o nome da cidade e com isso o seu turismo caiu até 70%, eles deveriam processar o diretor do filme, afinal o filme quase todo é gravado em Praga, isso é que é propaganda reversa!

A cidade é bem central, algumas distâncias de outras cidades européias, está situada a : 62 km de Viena; 196 km de Budapeste; 324 km de Praga; 569 km de Belgrado; 769 km de Zurique; 1.266 km de Paris; 1.273 km de Amsterdã; 1.314 km de Roma; 1.473 km de Istambul; 1.602 Km de Londres; 1.735 km de Estocolmo; 1.886 km de Atenas; 2.104 km de Moscou e de 2.261 km de Madri. 
Inclusive saem ônibus de lá pra todas essas cidades!

A cidade de Bratislava caracteriza-se por torres medievais e grandiosos edifícios do século XX, mas tem experimentado uma profunda transformação em uma explosão de construção a princípios do século XXI. As catedrais e igrejas notáveis incluem a catedral gótica de São Martinho construída entre os séculos XIII e XVI, que serviu de coroação da igreja o Reino de Hungria entre 1563 e 1830. A Igreja dos Franciscanos, que data do século XIII, tem sido um lugar de cerimônias. É o edifício sacro mais antigo da cidade. O Castelo assim como em Liubliana é outro ponto turístico, situado num planalto cerca de 85 metros acima do Danúbio, o castelo de Bratislava é uma das estruturas mais proeminentes da cidade. 












A colina onde está o castelo é habitada desde o período de transição entre as idades de Pedra e BronzeLacika, e foi o local da acrópole de um povo celta, parte do Limes Romanus, um enorme assentamento fortificado eslavo, e um centro político, militar e religioso da Grande Morávia. Em 1430 o castelo foi convertido em uma fortaleza gótica anti-husitas baixo reinado de Segismundo de Luxemburgo, em 1562 converteu-se em um castelo renascentista, e foi reconstruído em 1649 no estilo barroco. Graças à Rainha Maria Teresa, o castelo converteu-se em uma prestigiosa sede real. Em 1811, o castelo foi destruído por inadvertência, e esteve em ruínas até a década de 1950, quando foi reconstruído em sua maioria no estilo da rainha Maria Teresa.

O Museu Nacional Eslovaco “Slovenské národné múzeum”, fundado em 1961, tem sua sede em Bratislava, na rivera na cidade antiga, junto com o Museu de História Natural, que é uma de suas subdivisões. É o maior museu e a instituição cultural da Eslováquia. O museu gerencia 16 museus especializados em Bratislava, o Museu da Cidade de Bratislava “Múzeum mesta Bratislavy”, estabelecido em 1868, é o museu mais antigo em operação contínua na Eslováquia. Seu principal objetivo é a crônica da história de Bratislava em diversas formas desde os primeiros períodos de uso das coleções históricas e arqueológicas. Oferece exposições permanentes em oito museus especializados. 
Como já frisei, voltarei aqui sem dúvida, viajar no verão por essa região deve ser um programa e tanto, e mesmo enterrada na neve eu adorei Bratislava!

Catedral de Viena, a Stephansdom!

A Catedral de Santo Estêvão “Sankt Stephan/Stephansdom” é uma das mais antigas catedrais do estilo gótico europeu, está situada no centro da cidade Viena, trata-se de uma obra mundialmente conhecida e um exemplo da arquitetura do século XII, também chamada de “Steffl” é uma das mais importantes catedrais góticas do mundo. Foi renovada no estilo gótico entre 1304 e 1433. Sua torre norte, elevada à altura de 70 metros, foi renovada de acordo com a estética renascentista em 1579 e seu interior adquiriu uma tendência barroca.

O famoso sino da Catedral de Santo Estêvão, o “Pummerin”, pesando não menos que 21 toneladas, sofreu consideráveis danos causados pelos ataques da Segunda Guerra Mundial, desde então ele vem sendo consertado e é usado atualmente para determinar ocasiões especiais, assim como para anunciar o novo ano.


Essa Catedral está em constante reforma, algo bastante curioso que aconteceu com a gente nessa viagem é que praticamente todas as Catedrais que visitamos estavam em reforma, acho que eles deixam pra reformá-las no inverno, para que estejam impecáveis na alta temporada!
Atualmente é sede da Arquidiocese de Viena. 











É também um dos edifício mais emblemáticos da cidade, pelo qual os vienenses nutrem um carinho todo especial. Esta obra-prima do gótico foi erguida sobre uma igreja do século 12, da qual ainda resta parte da estrutura, em estilo românico. 
O edifício da forma como se vê hoje começou a ser levantado no século 14. 
De cima de sua estreita torre principal, a Südturm, de 137 metros, se tem uma vista esplêndida. Seu policromático telhado confere um certo ar jovial ao conjunto de linhas predominantemente verticais.

A localização é bem central, na parte mais comercial de Viena. 
A entrada é gratuita, mas o acesso a certas para da catedral é limitado nos horários de missa. 
Abre diariamente. De segunda a sábado, das 6hs às 22h, domingos, das 7hs às 22h.

Naschmarkt, o Mercado de Viena

Já falei sobre alguns mercados por aqui, esse é um passeio imperdível pra mim, um dos locais que mais gosto de ir, o último mercado típico que visitei foi o de Coyocán na Cidade do México, e é um dos mais legais e coloridos. O de Viena também tem os seus encantos, um dos mercados mais elegantes que já conheci, bastante bonito e impecável assim como tudo na Áustria.

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as várias comidas no mercado.

Visitamos o mercado todos os dias, afinal estávamos hospedadas no Wombats do lado do próprio, a estação do metrô fica também nas proximidades, o Naschmarkt é um dos mercados mais conhecidos da Europa, ele também é bem colorido, inclusive no inverno. São uma grande variedade de flores, carnes, pães, alimentos em conserva e várias outras coisas, comprei inclusive pulseiras e bolsas típicas. Comemos por ali também, os pães e as geleias são incríveis, sem contar com os restaurantes e barraquinhas próximas.

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inverno rigoroso no mercado central de Viena.

Os preços são acessíveis, portanto um ótimo lugar pra passar uma tarde, eu posso imaginar como deve ser legal esse lugar na primavera e no verão.
Esse mercado é bem antigo, funciona desde o século XVI, lá pelos idos de 1793, aos sábados dizem que é o melhor dia para visitá-lo, mas infelizmente fica lotado de turistas, sinceramente eu acho que qualquer dia é legal pra visitar um mercado popular. O Mercado de Naschmarkt é até grandinho, possui mais de 120 bancas, além de ter uma oferta culinária extensa que vai desde a cozinha vienense até a hindi, ou vietnamita e também italiana.

É também um ponto de encontro para os jovens e os moradores locais, além é claro de turistas de todo o mundo.

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Os restaurantes Do-An e o Naschmarkt Deli foram os pioneiros gastronômicos no local, conseguiram o interesse e o respeito do público jovem e urbano, outro local bastante procurado, é o Tewa que oferece comida vegetariana, o Neni serve especialidades israelitas e orientais desde Shakshuka até o Taboulleh (comida libanesa), além do Umar que oferece a melhor comida marinha do local.

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O mercado tem de tudo, desde comidas típicas a bebidas locais.

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Não é nem preciso comprar nada, só de apreciar a vida local e sentir os aromas, ver o colorido da comida já é um grande programa por si só.

Endereço: Wienzeile, Kettenbrucken, Viena 1040, o metrô mais próximo é o de Kettenbruckengasse aberto das 06hs às 19h30.

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Museu e Memorial do Holocausto em Budapeste!


O Holocaust Memorial Center foi um dos museus mais impressionantes que tive a oportunidade de conhecer, depois de ir ao Museu do Terror, fomos ao Memorial do Holocausto em Budapeste! Ele lembra as milhares de mortes dos judeus húngaros ou deportados que morreram nas mãos do nazistas, estatísticamente uma de cada dez vítimas do holocausto era de origem húngara! 
A exposição do museu é chamada de “Da privação dos direitos ao Genocídio” From Deprivation of Rights to Genocide! Ali é narrado a história do povo judeu na Hungria, uma história que começou antes da barbárie nazista quando em 1938 o estado começou a privar os judeus de certos direitos humanos fundamentais. Em 1944 quando o exército alemão invadiu a Hungria o governo começou a apropriação de todas as propriedades e enviaram os judeus aos guetos e campos de trabalho!


O museu é bastante completo com vários painéis, informativos, apresentações interativas, áudios, videos e é possível ter uma visão da história desde os inícios das perseguições até os assassinatos em Auschwitz-Birkenau e outros campos de extermínio. No final da visita vemos a linda Sinagoga restaurada graças as fotografias que foram conservadas desde o princípio do século XIX! 










A arquitetura é surpreendente e a decoração muito bonita. O complexo é vasto e inclui a Sinagoga, o Museu, O Muro de vidro onde estão os nomes de mais de 500,000 mil vítimas do Holocausto Húngaro!

O Museu está localizado na rua 39 Páva St 1094 Budapest, funciona de terça a domingo das 10hs às 18hs.
Preço: 1,400 forins! Pra chegar até lá o Metrô Ferenckörút M, línea M3. 

O Museu do Terror!

Em Budapeste fomos a dois museus bem importantes! Nós somos muito fãs de história, ainda mais em se tratando de Segunda Guerra Mundial ou casos de opressão. Isso nos ajuda a entender como funciona a doentia mente humana! Um dos museus mais chocantes sem dúvida, é o Museu do Terror ou Terror Háza, ali é possível ver o retrato das cruéis ditaduras ocorrida na Hungria! E o endereço não poderia ser mais significativo, ali ocorriam várias torturas e mortes na época do Regime Comunista Soviético e na era Nazi Facista! Era simplesmente a Sede do Partido Facista e a Sede da Polícia Soviética, bem irônico não?
A Hungria foi um dos países que mais se deram mal nessa época, mesmo caso da Polônia, em outro museu, o do Holocausto, é possível ver a destruição dos ROMA, etnia bastante comum na Hungria que foi totalmente dizimada! 



A aliança com a Alemanha matou milhares de húngaros e vários judeus foram enviados para os campos de concentração, a Hungria passou para o domínio soviético e este foi o período mais negro para eles com muitas prisões, mortes, medo, repressão e pânico! A história funcionava assim; Na Segunda Guerra Mundial, a Hungria aliou-se à Alemanha. 
Eles haviam perdido uma boa parte do território depois da primeira grande guerra e queriam recuperar o terreno perdido. 
Como consequência da aliança, durante quase toda a 2ª Guerra, o país pouco foi afetado, e seus cidadãos pouco sentiram o terror que estava acontecendo pela Europa. Contudo, nos últimos meses de guerra tudo mudou. 
Os aliados estavam recuperando terreno e a Alemanha estava perdida.

Neste ponto o Partido Nazista húngaro tomou o poder, com o intuito de deixar o país preparado para a recuperação da Alemanha e reaparecimento de Hitler. Em alguns meses 40% da população foi dizimada, a cidade destroçada e os judeus enviados para os campos de concentração. A população sofreu neste período tudo o que os outros países sofreram durante toda a guerra. Como se fosse pouco, após o fim da guerra o mundo foi dividido e a Hungria passou para o domínio soviético. Poucos meses depois o partido comunista tomou o poder e escolheu como endereço o mesmo prédio, na rua Andrássy, recomeçava assim o terror na Hungria!

É impossível não notar a magnitude do prédio e a grandeza daquele lugar, é realmente impressionante, as fotos, o altar dedicado aos mortos de guerra e como ali é importante para a cultura húngara! O museu tem 3 andares e você vai ver materiais exclusivos sobre todo esse período: vídeos, depoimentos, fotos das cidades totalmente destruídas, uniformes, documentos, salas intactas e as instalações. A violência era grande, os arquivos são geniais e são sem dúvida impressionantes! Um dos lugares mais presentes dali é o elevador, no começo tudo parece normal, só que, de repente, as luzes começam a piscar num clima de suspense e aparece um vídeo, um depoimento de um sobrevivente narrando como era a prisão e todos os preparativos para quem seria executado ali. O elevador começa a baixar bem lentamente até o porão, tudo é de vidro para conseguirmos ver todos os detalhes.

Chegando no subsolo você vai entrar na prisão usada durante os dois períodos, vai passar por várias celas e sentir a agonia de se viver lá, algumas têm o teto super rebaixado, algumas são pequenas como caixas, outras são cheias de água, nas paredes, fotos dos presos, muitos artistas que pareciam inofensivos e presos políticos. As salas de tortura, de pena de morte e as solitárias completam esse cenário sinistro. 
Na saída do museu você vai dar de cara com escultura que representa a Cortina de Ferro, expressão usada para designar a divisão da Europa em duas partes, a Europa Oriental e a Europa Ocidental durante a Guerra Fria. 

Esse lugar inesquecível para os húngaros fica na rua Andrássy utca 60, metrô linha 1 para Vörösmarty utca, e está aberto de terça a sexta das 10hs às 18hs, sábado e domingo das 10hs às 19h30!
O valor: 1,400 forins e mais 1,200 com o guia!