Segunda abertura do seriado The Monkees que foi muito famoso nos anos 60.
Apresentando Mick Dolens, Mike Nesmith, Peter Tork e Davy Jones.
Gravado do Canal 21 em 2005.
Mas desta vez, Hollywood exagerou. No filme de terror “Turistas”, que estréia semana que vem nos Estados Unidos, e em breve no mundo todo, o Brasil é um horror. Os turistas do título – seis jovens – chegam felizes ao Brasil. Aqui, são roubados, apanham, são drogados. E, por fim, são torturados para a retirada de seus órgãos para transplante. Nem a caipirinha se salva: é envenenada.
Não fosse o exagero, deveríamos estar acostumados. São tantos os clichês com que o Brasil é retratado na telona, que a cineasta Lúcia Murat até fez um documentário sobre o assunto.
“Eu acho que o Brasil nunca deixou de ser a carta de Caminha. Quer dizer, ele tem basicamente esse fundo de ser o paraíso, de ser o local onde os bandidos fogem, de ser o local da impunidade, é o local em que tudo é permitido”, analisa a cineasta.
Nem os gênios do cinema escapam. Stanley Donen, diretor de obras-primas como “Cantando na Chuva”, mostra um Rio de Janeiro em que mulheres tomam banho de sol quase nuas na praia ao lado de macacos. Nome do filme: “Feitiço do Rio”.
O roteirista, responsável pela tirada, depois se surpreendeu ao saber que não é normal ver macacos nas praias brasileiras.
“Os macacos, eles não existem?”, perguntou?
“Você vê se acentuando muito, a questão da sensualidade, a questão da exploração sexual. E o dado da violência que não existia antes e começa a existir”, explica Lúcia.
Clichês são idéias ou imagens, que de tanto se repetirem viram verdade. Mesmo quando não são. Em Nova York, ouvimos cada uma quando perguntamos o que vem à cabeça das pessoas quando pesam em Brasil.
“Em belos corpos em biquínis pequenos, pessoas calorosas e boa comida”, disse uma americana.
“Samba”, sintetiza um americano.
“Todo mundo se diverte por lá”, imagina outro morador da cidade.
“Deve ser terrível, é muito pobre”, especula uma senhora nova-iorquina.
“Eu acho que o cinema é reflexo dos clichês existentes e ao mesmo tempo reproduz esses clichês com uma força absurda, porque a força do cinema é fantástica”, alerta Lúcia.
Recentemente, um episódio dos Simpsons causou polêmica parecida com a que “Turistas” promete provocar. O Brasil do desenho animado também era um horror, ainda que divertido.
Mas desta vez, a história é outra. A Embratur está tão preocupada, que reuniu seus técnicos para montar um plano de combate aos efeitos desastrosos que “Turistas” deve provocar. A Embratur vai contra atacar com mais campanhas mostrando que o Brasil não é assim nenhum horror digno de filme de terror.