O metrô de Budapeste, o segundo mais antigo do mundo

Mais metrô pra nossa lista de viagem, e este foi um dos metrôs mais esquisitos que já vi, as estações são bem antigas, os trens parecem caixotes de ferro bem ao estilo soviético. Ele possui algumas peculiaridades bastantes interessantes, como, por exemplo, é proibido atrapalhar os locais durante a viagem, de preferência nem carregue malas ou mochilas.

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Achei o sistema bastante prático, mas o que atrapalha é a validação do bilhete. Não consegui comprar nos guichês e tive que comprar num quiosque tipo vendinha, eles vendem o bilhete lá, no entanto, o difícil é conseguir falar com eles, mas na fé e na coragem tudo se arranja. Assim que você entrar na estação, é preciso validar nas máquinas que ficam bem na entrada, caso não o faça é bem fácil ser escolhido pelos fiscais na saída da estação. E cuidado, eles não tão nem aí, nem querem saber se é turista, eles cobram mesmo a multa de 7,000 forins, dá mais ou menos uns 25 EUR, felizmente já sabia disso então validei direitinho o bilhete.

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O Metropolitano de Budapeste é um dos sistemas de metrô mais antigo do mundo, a rede tem atualmente três linhas, sendo que uma quarta será construída, além de uma quinta que está em planejamento. É considerado o segundo metrô mais antigo do mundo, só perde para o de Londres, suas linhas datam do começo do século XIX.

Foi inaugurado em 1896, e é bem por isso que as estações são tão velhas e algumas caindo aos pedaços, parece surreal que esse metrô seja tão antigo, uma pena estar em mau estado de conservação. O objetivo original da construção foi de facilitar o acesso ao parque de Budapeste, o projeto foi aprovado pelo Parlamento em 1870 e em 1894 começaram as obras. No princípio eram utilizadas 11 estações sendo o seu ponto de partida a Praça de Vörösmarty (Vörösmarty tér) indo até a Mexikói út!

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Mapa do metrô de Budapeste

Era necessário definir duas linhas principais uma ao Norte – Sul e outra Este – Oeste; isso aconteceu já em 1942, com as construções começando em 1950, a linha só foi inaugurada em 4 de Abril de 1970 com um total de 7 estações que atravessava o rio Danúbio chegando a Buda, a demora aconteceu devido a vários fatores políticos e históricos. Passear pelos metrôs das capitais é um dos meus programas preferidos, você acaba conhecendo o cotidiano dos locais e de como as pessoas vivem e se comportam.

Nos próximos posts mais da cidade de Budapeste no inverno, o Parlamento Húngaro, o Castelo de Buda e seus parques, a Chain Bridge e os museus da cidade, o do Holocausto e o do Terror! Até!

O Hostel de Budapeste!

Segundo hostel TOP da viagem! O primeiro foi o Hostel Celica de Liubliana! O de Paris não conta, pois era um Hotel de verdade. A rede Wombats é uma das mais conhecidas e famosas da Europa, eles têm filiais em Budapeste, Viena e na Alemanha. Posso dizer que esse de Budapeste foi um dos melhores, infelizmente não posso dizer o mesmo do de Viena, no qual a segurança deixa muito a desejar! 
Essa foi a diária mais barata que pagamos em toda a viagem, 8€! Isso mesmo, muitíssimo barato, nem acreditei quando ela disse que a diária tinha baixado de 15€ pra 8€! 
Assim vale a pena ficar 1 mês naquele lugar!
O Hostel: Nesse Wombats eles ofereceram uma estrutura e segurança impecáveis! Ficamos em 2 quartos diferentes, o primeiro feminino com cama para 4 camas que aparentemente não apareceu ninguém depois, até parece que iria aparecer alguém com aquela nevasca, e um outro com 2 camas com banheiro próprio e clima agradável. Ao fazer o check in eles nos deram um voucher pra ser utilizado no bar que poderia ser uma taça de vinho ou uma cerveja. 
O café da manhã foi um dos melhores!



Na entrada recebemos um cartão e somente com este é que tínhamos acesso ao quarto e ao andar e inclusive ao armário. A rede Wombats é bastante confiável e com uma estrutura impressionante, mas a unidade de Budapeste conseguiu surpreender muito a gente. O prédio é reformado, e tudo com acesso eletrônico, decoração moderna e de muito bom gosto. Quartos grandes com banheiros internos e sempre limpos, uma cozinha enorme com muitas geladeiras e fogões, um bar incrível e com muitos jovens por todos os lados. 
Funcionários competentes com bom inglês, alemão e espanhol. 
Muito barato e bem localizado.








O Café da Manhã: Por 1000 forins (3,3EUR) eles oferecem um dos melhores cafés que tive na viagem, o clima do bar e da cozinha é bastante agradável, o local é limpo e bastante bem decorado! O bar é bastante procurado, inclusive pelos moradores locais, o conforto e decoração do hostel é o que mais chama atenção, sem dúvida um dos mais descolados! 

A localização e como chegar:  Ótima, próximo aos pontos turísticos e fizemos vários passeios a pé, a neve acumulada não ajudava muito, mas mesmo assim voltaria ao lugar! 
Endereço: Kiraly u. 20, Budapeste H-1061, Hungria (Erzsébetváros). 
O hostel está em uma excelente localização, a estação de metrô fica no final da rua, juntamente com um supermercado, ótimos bares e outros pontos turísticos ao redor do hostel.

Para saber mais informações e reviews do hostel é só ir até o trip advisor: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g274887-d3343019-Reviews-Wombats_City_Hostel-Budapest_Central_Hungary.html

Indo a Budapeste!


Já tinha comentado sobre a nossa saída de Zagreb pra Budapeste de trem! Tivemos que ficar mais um dia na cidade, pois eles não vendiam o trecho de trem naquele dia, imagine a minha surpresa! Gastamos algo como 20€, realmente muito barato!
No mesmo dia que saímos no começo do mês de janeiro, a neve tinha começado e estava muito forte! 
Dali em diante era neve pra todo lado, uma porcaria na verdade! Tirando isso e o frio de -5 constante a viagem foi perfeita! Por isso digo, inverno na Europa nunca mais! 
Já estava preocupada por conta do nosso trem ficar pra dois dias depois e aí começa a nevasca, eu não queria ficar presa em Zagreb, já passei por isso no Chile, ficamos presas 1 semana em Santiago, por conta da neve constante na fronteira do Chile com a Argentina, naquela vez demos sorte, pois estava na casa de uma amiga, mas seria um prejuízo enorme pagar hospedagem extra! Assim que o trem saiu, dei graças a Deus! 



A viagem demorou muito, e o trem não era tão rápido, passamos na imigração em uma cidade húngara chamada Gyékényes! Os policiais eram os mais lindos que já vi na vida, destruíram aqueles croatas da passeata, no meu ranking de homens gatos, os húngaros são os primeiros sem dúvida! 
Eles carimbaram rapidinho, mas o trem foi bem esquisito na verdade, saímos umas 09hs lá da estação em Zagreb e chegamos em Budapeste às 16hs mais ou menos, mas já estava muito escuro! A viagem em si não foi de todo ruim, mas algumas pessoas que passaram na nossa cabine eram de dar medo, fiquei com muito medo de uma senhora que tinha uma pizza enorme dentro do casaco, eu achei aquilo incrível e nojento!
Além do frio, este apertava mais a medida que íamos para o leste, ainda bem que não foi dessa vez Romênia e Ucrânia, o nosso amigo argentino foi pra lá coitado! 
Depois de 6 horas naquele trem pedindo pra sair, chegamos na estação central de Budapeste e achei tudo muito esquisito, mas é porque à noite tudo fica esquisito mesmo! Pegamos um táxi até o hostel que escolhemos, no caso o Wombats, um dos melhores e passamos por uma das pontes mais lindas que já vi à noite, o hostel fica do outro lado da ponte! 
Depois conto mais sobre o Wombats e nosso passeios pela capital húngara!

Zagreb!

Então, ficamos quase 3 dias na cidade, obrigadas, pois o serviço de trem funcionava dia sim, dia não! É, também fiquei espantada! Estávamos com a nossa ida a Budapeste marcada e tivemos que mudar tudo por conta disso, ainda tentamos ir à rodoviária e comprar passagens de ônibus, mas quem disse que tinha! Nada! Eles só fazem viagens de ônibus entre a cidades croatas e algumas cidades da Europa, como Berlim, Praga e Romênia, longe pra caramba, algumas viagens duravam dias! Desistimos então e resolvemos ficar mais um dia, compramos no terminal ferroviário nossas passagens de trem pra Budapeste no horário da manhã, chegando por lá à noite!
No nossos primeiros dias em Zagreb o tempo estava ótimo, igual ao de Liubliana, muito bom pra caminhar e conhecer a cidade, já no nosso último dia a gente acordou com neve! E eu fiquei triste, eu acho neve muito bonita, mas eu detesto, passamos muito perregue com a neve no nosso pé, principalmente em Budapeste, Praga e na Alemanha! 
Já falei e repito, Europa agora só no verão ou primavera! 
Pois bem, compramos as passagens que saíram algo como 20€, realmente muito barato! 
E ainda estávamos com medo de ficarmos presas por lá, mas depois que chegamos ao terminal e vimos nosso trem saiu tudo bem, mas sobre isso eu conto depois!




Agora mais sobre a simpática cidade de Zagreb, capital da Croácia! 
A maioria dos viajantes nem passam por lá, vão direto pro litoral, a maioria no verão é claro! Mas como estávamos próximas a cidade, resolvemos conhecê-la logo! Eu gostei muito, mas não voltaria, parece uma Brasília da vida, bem paradona! Está localizada entre as margens do Rio Sava e o monte Medvednica, fica entre a Europa Central e o Mar Adriático, Zagreb concentra indústria, instituições científicas, órgãos administrativos nacionais e ministérios.

No ano de 1094 o Rei Húngaro Ladislau I “László I” fundou uma diocese no monte Kaptol.
Uma comunidade secular independente formou-se num monte vizinho, chamado Gradec. Ambas as localidades sofreram com a invasão mongol de 1242, quando os mongóis se retiraram, o Rei Béla IV proclamou Gradec uma cidade real autônoma, de modo a atrair artesãos estrangeiros.
Durante os séculos XIV e XV, as duas comunidades competiram econômica e politicamente. Finalmente, no século XVII, os dois montes medievais, Gradec e Kaptol, fundiram-se numa só comunidade, Zagreb. Hoje formam o centro cultural da cidade moderna. 
A diocese católica de Kaptol tornou-se a de Zagreb.

























Durante a época austro-húngara, a cidade era chamada pelo nome alemão, Agram. Seus habitantes chamam-se zagrebinos. Comprei várias tranqueiras da cidade, marcadores de texto, ímas de geladeira, alguns cartões postais e um globinho de neve! Era tudo muito turístico, portanto muito bonito!
Também aproveitamos e fomos a um restaurante típico bem ali no centro e provamos a cerveja local, essa amarela aí da foto, gostei muito e guardei uma pro Simon, em todos os lugares eu oferecia uma pro meu inglês favorito! 

Zagreb é um destino turístico e também um corredor para turistas da Europa Central e da Europa Ocidental em direção ao Adriático. 
Apesar dos muitos museus, galerias e monumentos, vários turistas não passam por Zagreb, indo diretamente para as praias do Mar Adriático e as cidades históricas de Dubrovnik, Šibenik, Zadar e outras. É um centro de tráfego importante, com conexões ferroviárias, rodoviárias e aéreas com as grandes cidades européias e os balneários croatas.

A parte histórica da cidade, com a Cidade Alta e Kaptol, é a principal atração, com edifícios históricos, igrejas, instituições, restaurantes e cafés. As ruas e praças ali podem ser alcançadas a pé, a partir da praça Ban Josip Jelacic, ou por meio de um funicular saindo da rua Tomiceva. 
A cidade está dividida em 17 distritos, ainda encontramos por lá a estátua de um importante poeta croata, além de várias outras espalhadas pela cidade, são muitas! 

O prédio amarelo é o Pavilhão de Arte de Zagreb e é um dos prédios mais imponentes da cidade, outro bastante peculiar e com motivos croatas é o prédio do Museu das Relações Partidas, gostei bastante da decoração dos prédios e lembra muito aqueles bem coloridos da Escandinávia! 
Nossa próxima parada será a nossa ida a Budapeste, outro dos meus lugares preferidos na viagem! 
Até lá!

Catedral de Zagreb!


Uma das catedrais mais bonitas que já visitei! Fica no bairro Kaptol bem próximo ao centro, essa é a Catedral da Assunção de Maria, São Estevão e São Ladislau da Hungria! 
A primeira igreja construída nesse local foi de origem do Rei Ladislau, por isso o nome, mas devido à invasão etrusca em 1242 foi totalmente incendiada! 
Já na segunda metade do século XIV conseguiram terminar sua devida construção pelas mãos do bispo Estevão III (Kanižaj), logo depois de ser incendiada novamente, foi reconstruída em estilo gótico! 
Sua história é realmente incrível e inspiradora! 



Infelizmente em 1880 Zagreb foi vítima de um terrível terremoto que provocou inúmeros estragos na Catedral, todas as partes reconstruídas foram destruídas. Em 1902 ela foi totalmente reconstruída e hoje podemos admirar uma das mais belas igrejas da Europa! 
No dia da nossa visita, estava ocorrendo uma passeata sobre os direitos dos homossexuais na frente da Igreja, imaginem o tumulto, sendo assim eles fecharam as portas e só foram reabertas na parte da tarde! 
Foi bem legal presenciar essa passeata, e nunca tinha visto tantos policiais gatos na minha vida!














Eu gostei muito de Zagreb, mas acho que não voltaria, quero voltar sim à Croácia, mas no verão ou primavera e visitar o litoral e a cidade de Zadar, da qual me falaram muito bem, felizmente só nevou no nosso último dia, sendo assim aproveitamos mais da cidade, assim que a neve se apossou do lugar ficou impraticável caminhar por ali, a cidade é pequena, fizemos todos os passeios a pé! 
Contarei mais de Zagreb no próximo post, deixo por aqui algumas das fotos que tiramos por lá! 
Até!

O Hostel de Zagreb!

Íriamos ficar 2 dias em Zagreb e acabou que com a enrolação do trem que contarei depois, ficamos um dia a mais! 
O Hostel é bom, e só! Possui uma excelente localização, próximo à Estação Central e em frente ao Sheraton Zagreb! A entrada do prédio está caindo aos pedaços, pelo menos estava em reforma, à noite fica medonho! 
O bairro é bem tranquilo e próximo de tudo, fizemos todos os passeios a pé. 
O atendimento foi razoável, a diária saiu 16€ por pessoa, um preço bastante bom! Um ponto positivo é que no inverno, várias camas ficam vazias, portanto é fácil ter lugar pra ficar!  Indico apenas para mochileiros, que só passam à noite. O nosso quarto estava vazio, afinal quem viaja por ali no inverno! O cheiro estava forte, mas nada que atrapalhe, é só abrir a janela! O aquecedor funcionou direitinho, ponto pra eles!  O staff é legal, e o wifi funcionou decentemente! Inclusive eles têm vários computadores caso precise utilizar a internet!
O designer é diferente e gostei bastante da decoração, eles possuem várias informações sobre destinos próximos e me entregaram vários livrinhos sobre a Croácia e os arredores, eles tinham versões em inglês, espanhol e francês, peguei um de cada, como dizem souvenir de mochileiro é papel, e eu adoro!

Nos ajudaram bastante no caso do horário do trem que funciona dia sim, dia não! 





O café da manhã foi razoável, a cozinha é equipada e há vários mercados na rua próxima! Indo da estação ferroviária é bem perto, uma caminhada de uns 10 minutos, e do terminal de ônibus o mesmo, mas no lado contrário! Quero voltar à Croácia, mas não a Zagreb, fiquei com muita vontade de ir à Zadar e à costa no verão!

Para saber mais informações e reviews do hostel é só ir até o trip advisor: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g294454-d3168094-Reviews-Day_and_Night_Hostel-Zagreb.html

Indo a Zagreb!


Comentei que a gente foi de trem de Liubliana pra Zagreb, capital da Croácia. A viagem foi tranquila, e o preço minha gente, uma barbada! 11€! 
A viagem em si foi muito boa, primeiro caímos em um vagão muito bom, com poltronas de couro e uma vista bem bacana, até aparecer o carinha que checa os bilhetes, ele mandou a gente sair voado dali, senão pagaríamos uma multa (mentira né), ficamos lá mais de 1 hora! Quando chegamos no nosso vagão, estava todo mundo apertadinho, ali sim seria o nosso lugar. Encontramos 2 lugares vagos no final do vagão e nos acomodamos! Liubliana fica a 120 km de Zagreb, não sei porque, mas estávamos viajando com o Roke o argentino, e infelizmente ele não podia ir a Croácia, tinha que tirar visto primeiro (caro e desnecessário), cada visto é uma fortuna, como nós brasileiros somos sortudos!

Só que eu não me lembrava de jeito nenhum se a gente precisava de visto, então eu estava com um medo enorme de ser expulsa do trem! Agora parece fácil, mas na hora foi um tormento! Assim que o trem chegou na fronteira, pegamos o nosso trem às 07 da noite e depois de uma meia hora o trem estava na fronteira, alguns funcionários da imigração apareceram, altos, lindos e loiros, e com uma seriedade militar, é claro! 




Nas fotos, a primeira é da estação de trens em Zagreb, Estação de trens em Liubliana, Fernanda e Roke, trens com grafite em Liubliana, o vagão com as poltronas de couro e a Estação Glavni Kolodvor.

Olharam nossos passaportes, levaram lá pra algum lugar e voltaram com um sorrisinho! Aí eu já tinha pensado que nós tínhamos rodado! Acho que éramos as únicas estrangeiras ali, por isso o sorrisinho! Na verdade eram funcionários da imigração eslovena, nem tínhamos entrado ainda na Croácia! Primeiro eles carimbam a saída e logo depois, uns 10 minutos entra mais polícia da imigração! Aí sim, agora a croata! Estes mais sérios ainda, confesso que fiquei com medo deles, a mulher era tipo pedreira, bem grossa! Haha! 
Acabou que saiu tudo bem, carimbaram e nos devolveram tudo bonitinho!

Uma pena não poder ver a paisagem, afinal já era noite, e estava bem frio! 
Mas o frio chegou mesmo, assim que paramos na Estação Glavni Kolodvor, a de Zagreb! Nossa Mãe, era o pior frio que eu já tinha visto na vida, e isso porque nem tinha começado a nevar ainda, só no dia seguinte! 
Assim que saímos da estação procuramos algum táxi pra nos levar até o Hostel, Day & Night Zagreb, que estava bem pertinho, mas não tínhamos nem ideia! 
O Terminal Ferroviário é bem amplo, com vários serviços, ali mesmo troquei alguns euros por kunas, a moeda croata, pra depois comprar o bilhete para Budapeste, mas fiquei com preguiça e deixei pra comprar no dia seguinte, aí foi o meu erro! 
Mas sobre isso, eu conto depois! Até!

Liubliana, a cidade dos cadeados e dragões

Cidade dos dragões, do charmoso parque Tivoli, de muitos grafites e estações fantasmas, Liubliana no ano de 1144, era dominada por um terrível dragão que costumava atirar fogo para aterrorizar seus habitantes a partir de uma das torres do castelo, depois de muito tempo de solidão e destruição, o dragão apaixonou-se por uma doce fêmea e deles teria nascido o primeiro dragão artista do mundo, um menino que não fez as vontades do pai, na Eslovênia os contos de fadas se tornam cultura popular.
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A Eslovênia é um país parlamentarista, o primeiro a se tornar independente da antiga Iugoslávia há 22 anos, muitos a confundem com a Eslováquia, país da Europa Central, e com a Eslavônia, região do norte da Croácia, com o tamanho de Sergipe, possui 2.060.000 habitantes, o que a torna um dos países com menor densidade populacional da Europa.
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Com grande parte da superfície coberta de florestas e atravessada pelos Alpes Julianos, há uma grande preocupação com a preservação da natureza, considerada o país mais desenvolvido da área da Iugoslávia, pertence à Comunidade Europeia desde 2004, adotando inclusive o euro e tendo índices altos de desenvolvimento humano.  
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uma cidade bastante bucólica e bem receptiva.
 
Sua infraestrutura turística é ótima, e grande parte da população fala outros idiomas além do esloveno, língua eslava da família do croata, facilitando em muito a visita do turista. Ao contrário da vizinha Croácia e da Bósnia, a guerra da independência contra a Sérvia durou somente dez dias, trazendo pouco prejuízo, o que permitiu à Eslovênia experimentar um grande desenvolvimento desde esta época.
Os eslovenos são considerados um povo educado, confiável  e trabalhador, apesar de serem considerados gente boa, o pessoal que trabalha na área de serviços são de poucas palavras e chegam ser até rudes, quase levei uma surra de uma senhora por conta de uma sacola plástica. Sim, eu tive que pagar a sacola e ela ficou me xingando um monte, ainda saí na TV local sendo gravada por um cinegrafista, vergonha alheia. 
O ponto de encontro dos eslovenos no centro é a Praça Prešeren batizada em homenagem ao maior poeta esloveno, France Prešeren. Na praça ficam a Igreja Franciscana da Anunciação com sua chamativa fachada cor de rosa, e a Farmácia Central, um prédio em estilo neorrenascentista, ali próximo está a ponte Tripla que liga a praça à parte mais antiga da cidade atravessando o rio Ljubljanica.
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O Parque Tivoli é um dos lugares mais bonitos da capital eslovena.
Ao se passear pelas vielas de Liubliana, chamam a atenção os sapatos pendurados nos fios de luz, a brincadeira começou há alguns anos e hoje diversas ruas de pedestres do centro têm dezenas de tênis dependurados. Nessas andanças ainda deu para conhecer alguns marcos do centro antigo como a Catedral e o Mercado, situadas bem perto da Prefeitura, e a Praça do Congresso, já na parte mais nova do centro está o prédio da Universidade construído como um palácio no início do século passado. Ali perto, acho que em algum prédio do governo é possível ver várias estátuas de gente nu, muito interessante.
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 as estações e os trens da cidade são lotados de grafite.
Ficamos 2 dias em Liubliana, e espero no futuro viajar por essa região na primavera. Saímos de Liubliana pela tarde, até iria de ônibus de Liubliana a Zagreb, mas desanimei com a demora, melhor opção foi o trem, gastamos algo como 11€ (isso mesmo), muito barato e chegamos à noite em Zagreb, uma das cidades mais geladas da viagem, quase morri congelada esperando do lado de fora da estação. Mais isso eu conto depois no nosso post de chegada à capital da Croácia.

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