Praças, ruas e o Red District Light!


Se perder nas ruas de Amsterdã é um programão, inclusive no inverno! São muitas pontes, praças, ruas e museus, por todos os lados, sem contar é claro o Bairro da Luz Vermelha, o tal do Red Light District! De Wallen é famoso por ser uma zona de prostituição legalizada, o bairro é constituído por um conjunto de ruelas estreitas agrupadas em torno da Igreja Velha, a Oude Kerk. No bairro, há boates, restaurantes, bares, cafés, cinemas eróticos, sex shops, bares de strip-tease, museu do sexo e a prostituição propriamente dita, que é praticada em vitrines vermelhas voltadas para a rua onde as prostitutas se exibem para os transeuntes. “Walletjes” é um termo neerlandês que significa “pequenos muros”. No século 13, a cidade de Amsterdã começou a se tornar um importante porto. Com o porto, veio o florescimento da prostituição no bairro. Ao longo dos séculos seguintes, a prostituição no bairro foi combatida pelas autoridades sem muito sucesso, até que, no século 17, ela foi finalmente legalizada. Este local choca, pois até mesmo à luz do dia, é possível ver as meretrizes trabalhando, nem pense em tirar fotos, elas ficam realmente bravas.



Para quem pensa que o Red Light District é apenas uma zona de prostituição, está muito enganado, é também uma zona residencial e comercial normal onde há de tudo, desde lojas de comércio, museus, as famosas coffee shops, onde é permitido o consumo de haxixe (as mais famosas são as Bulldog), um mercado e até uma igreja!


Além das ruas, os mercados também são outro ponto forte! O Nieuwmarkt, o mercado da RLD, fica no antiquíssimo De Waag, um edifício do séc XV onde se pesavam as coisas antes de existirem as balanças. Já foi desde restaurante a igreja, é o edifício não-religioso mais antigo da cidade e é considerado Monumento Nacional, trata-se da igreja mais antiga da cidade, a Oudekerk.
A Praça Dam, a principal e a mais antiga de Amsterdã possui um obelisco de mármore de 22 metros de altura feito em homenagem aos soldados mortos durante a 2ª Guerra Mundial. Interessante passear nas ruas da RLD e apreciar o movimento e a vivência desta zona da cidade onde, apesar da legalização do haxixe e da prostituição, sempre muito segura e confiável. Outra praça conhecida, é a Rembrandtplein, uma das principais praças que deve o seu nome ao famoso pintor holandês Rembrandt van Rijn, que morou nas redondezas entre 1639 e 1656.


Ali é um grande ponto de encontro tanto no verão quanto no inverno! No centro da praça podemos ver a estatua de Rembrandt e figuras em 3D alusivas à sua obra de maior sucesso, o The Night Watch. Ali próximo, o mercado das flores, o Bloemenmarkt possui suas lojinhas em barcos estacionados no canal e aqui vende-se todo o tipo de flores!


Por último, o Vondelpark é uma instituição na cidade cujo nome é uma homenagem ao escritor Joost van den Vondel, que viveu no século XVII. O design é obra do arquiteto Jan David Zocher. Foi criado em 1864 e, no ano seguinte, foi aberto ao público. Seu nome original era “Parque Novo”, mas uma estátua do escritor fez com que o povo passasse a chamá-lo pelo nome atual. Até 1953, pertencia a uma empresa, que o doou à cidade quando não mais podia custeá-lo. Entre os eventos anuais ali realizados, estão incluídos um campeonato de golfe e uma corrida. 


De acordo com decisão da prefeitura, a partir de setembro de 2008, os visitantes do Vondelpark poderão fazer sexo ao ar livre dentro dele, desde que sejam respeitadas algumas regras pré-estabelecidas. 

No entanto, a polícia não aceita muito bem essa idéia, imagina se a moda pega nos parques pelo mundo!

O Hostel de Amsterdã!

Flying Pig Uptown
Um dos piores hostéis da viagem, se não o pior! 
O local fica próximo ao Leidseplein, e ao quarteirão dos museus, Museumplein, o Van Gogh Museum, o Stedelijk Museum e o Rembrandt Museum, além do famoso parque Vondelpark! O Albergue Flying Pig Uptown é conhecido pela sua grande mistura da atmosfera vibrante e relaxante e a real sensação de festa em Amsterdã! 
Pontos positivos: Só isso! 


O lugar é bem bacana e animado, parece que você está vivendo uma festa 24 horas por dia, considerado um dos melhores da cidade, deixou muito a desejar. Pra começar é impossível se locomover nesse lugar, têm muitas escadas e se você fica no quarto andar, muita paciência viu! A escada da entrada é um perigo para os desavisados e desastrados em geral.
As escadas são pequenas, o prédio escuro, parece uma boate! Além disso, tomar um banho quente é completamente impossível. Por outro lado, a localização é excelente, próximo dos principais pontos turísticos da cidade, mas mesmo assim acredito que o preço cobrado não justifica o serviço oferecido.

O Hostel: O hostel é muito sujo e cheira mal devido ao fumódromo.

Os banheiros são imundos com chão grudento, carpete encardido e os chuveiros são um pesadelo, a água ou é fervente, ou é gelada.

Os boxes são claustrofóbicos e é impossível tomar banho sem encharcar todos os seus pertences. Não era possível abrir as janelas devido ao barulho que atrapalha a vizinhança. 

Os funcionários estão sempre bebendo e conversando ao invés de zelar pelo hostel, não recomendo de maneira nenhuma a não ser que seu padrão de exigência seja quase nulo! 
As fotos enganam, e enganam muito, como é possível notar, os quartos são apertadíssimos.
O Café da Manhã: Fraquíssimo!


A localização e como chegar: O ponto forte do Flying Pig sem dúvida é a localização. A partir dele é prático e rápido ir a qualquer lugar de Amsterdã. O pior sem dúvida é a limpeza e o cheiro forte de cigarro. Proibitivo para os alérgicos.

Endereço: Vossiusstr 46-47, Amsterdam 1071 AJ, The Netherlands (Museumplein).

Para saber mais informações e reviews do hostel é só ir até o trip advisor: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g188590-d236050-Reviews-Flying_Pig_Uptown-Amsterdam_North_Holland_Province.html

Amsterdã!

O nome da cidade vem do nome do rio Amstel, o rio que corta a cidade, além disso a cidade é bastante conhecida pelo seu porto histórico, museus, a zona do Red Light District, os famosos coffee shops e os inúmeros canais! A cidade destaca-se pelo seu setor financeiro, sendo o quinto centro financeiro europeu. 
Com mão-de-obra qualificada no setor logístico, a cidade destaca-se por sua infra-estrutura que reúne um aeroporto internacional e um moderno porto marítimo. Na cidade encontram-se muitos museus de fama internacional, como o Rijksmuseum, o museu de arte moderna Stedelijk Museum, o Museu Casa de Rembrandt e Museu van Gogh que possui a maior coleção de pinturas de Van Gogh no mundo. A Casa da Anne Frank é um destino turístico muito popular, bem como o Hortus Botanicus Amsterdam, fundado no começo da década de 1960, um dos mais antigos jardins botânicos do mundo, com muitas antigas e raras espécies, entre as quais está a planta de café da qual saiu o ramo que serviu como base das plantações na América Central e América do Sul.





Na cidade encontra-se também a conhecida fábrica de cerveja Heineken, que também tem seu

museu Heineken Experience. 
O clube esportivo AFC Ajax tem como sede e estádio na cidade, chamado Amsterdam ArenA. 
Há ainda numerosos edifícios, igrejas, praças e pontes que merecem uma visita.

Uma data bem interessante para visitar a cidade é o Dia da Rainha ou Koninginnedag neste dia a cidade se transforma em um mercado e em uma verdadeira festa e as ruas ficam abarrotadas de gente vestida da cor da casa real, o laranja.





















O espírito liberal que Amsterdã herdou da Idade do Ouro justifica o fato de nela existirem alguns 
cafés, os chamados Coffee shops, onde é autorizado o consumo de drogas leves e de existir uma indústria do sexo legalizada. No “Red Light District” (ou Bairro da Luz Vermelha) as ruelas estão lotadas de sex shops, bares onde decorrem espetáculos eróticos, cinemas eróticos e até um museu do sexo. A prostituição nos Países Baixos é completamente legalizada nas zonas designadas para ela. O transporte público de Amsterdã consiste em: 5 linhas de metro, 16 linhas de trams ou bondes, 55 linhas de ônibus urbanos, várias linhas de ônibus regionais, vários ferries (também para ciclistas), 2 centrais de táxis, e o trem de alta velocidade “Thalys”.

A viagem a Amsterdã só começou, nos próximos posts mais sobre os pontos turísticos da cidade, além do infame hostel onde nos hospedamos!

O Aeroporto de Amsterdã, Schiphol!



Saindo de Berlim, aterrissamos em Amsterdã! O Aeroporto da cidade é um dos melhores sem dúvida, grande hub da Europa, de lá saem vôos para todos os destinos do mundo. O Aeroporto Internacional de Amsterdã Schiphol é o principal aeroporto dos Países Baixos e localiza-se ao sudoeste de Amsterdã. Em 2005 foi o 9º aeroporto mais movimentado do mundo e o 4º da Europa em termos de passageiros, recebendo 44,163,098 milhões de passageiros. Devido ao imenso tráfego, algumas companhias aéreas de baixo custo decidiram mudar de aeroporto e em vez de ficarem em Schiphol, foram para Roterdã, em 2005 eram operados vôos para 568 cidades em 145 países em todo o mundo.





Em 2007, o Aeroporto Internacional de Amsterdão Schiphol foi eleito o melhor aeroporto na Europa pela revista britânica Business Traveller, ele ainda é um dos principais aeroportos europeus, competindo em número de passageiros e tráfego de carga como os maiores aeroportos; Londres Heathrow, Barajas, Frankfurt e o aeroporto de Paris Charles de Gaulle. A sigla da IATA é a AMS!







O aeroporto internacional está localizado a 9 km (5.5 milhas) a sudoeste de Amsterdã, bem como o complexo situa-se perto da auto-estrada A4, que liga com Amsterdão, Roterdão e A Haia. Dali pegamos um transfer para o nosso hostel, foi mais caro que a passagem de avião! 

Assim como a maioria faz deveríamos ter usado o trem, mas a preguiça e o frio nos venceram. É possível usar o trem, há um específico direto à Estação Centraal, 15 minutos e o preço: 3,80€. 
Há trens diretos inclusive para as cidades de Utrecht, Amsterdam Centraal Station, Leiden, La Haya, Delft e Rotterdam, como também para Berlim, Hannover e Leipzig. 
Do aeroporto fomos direto ao nosso hostel, um dos piores da viagem, o Flying Pig Hostel, mas sobre este falarei depois!

O Aeroporto de Berlim, Flughafen Schönefeld!

Saímos de Berlim pela manhã, pegamos um transfer no nosso hostel e em 20 minutos chegamos ao Aeroporto de Berlim, o Flughafen Schönefeld no Terminal 2, o da Easyjet, companhia low-cost aqui da Europa! O vôo foi bem rápido, barato e tranquilo. Este aeroporto fica em Brandemburgo, era o antigo aeroporto da Alemanha Oriental. De lá saíam os vôos para os países socialistas na época da divisão da Alemanha. Dizem que até esse ano terminarão um novo aeroporto, o de Berlim Brandemburgo, que utilizará a pista atual do Schönefeld, após sua entrada em operação serão desativados o atual Schönefeld e o Tegel, este possui capacidade para 30 milhões de passageiros por ano e será o maior da Alemanha. A sigla da IATA é a SXF! 
O aeroporto de Schönefeld tem banco, serviço de câmbio, correios, caixas automáticos (ATM), telefones públicos e acesso à Internet Wi-Fi. Dispõe de salas de conferência e reuniões, áreas VIP, entre outros serviços. É também possível encontrar vários restaurantes, cafés e bares, a maioria estão localizados no Terminal A e um par deles nos terminais B e D.



O duty free é bastante grande e com várias opções. O achados e perdidos funciona das 08hs às 22hs, outros serviços importantes que o aeroporto oferece são sala de primeiros socorros e setor para fraldários de bebês, farmácia, agência de viagens, entre outras facilidades. No lobby principal há um serviço de informações turísticas e gerais. Como no vôo de Paris para Madri, fomos de easyjet e o serviço além de barato é impecável, uma das melhores nesse tipo de vôo, levamos as nossas mochilas no porão e como já tínhamos feito o check-in antecipado não pagamos pela mala, nesse quesito a easyjet é imbátivel comparada a Ryanair!






O aeroporto tem boa disponibilidade de estacionamento de curta e longa estadia, e estão localizados no lado oposto aos terminais B e D. Tarifas para curto prazo: 10€ a primeira hora, e depois 2,50€ a cada 15 minutos e 60€ a diária; para longo prazo: 2,50€ a primeira hora, 21€ a diária e 89€ a semana. 

Há espaços reservados para deficientes. Infelizmente não utilizamos o serviço de trens, mas dizem que é acessível e bastante barato, o Regional-Express (RE) é o meio mais rápido para chegar ao centro da cidade e parte a cada 30 minutos com várias paradas no centro de Berlim tais como: Ostbahnhof, Alexanderplatz (23 minutos), Friedrichstraße, Hauptbahnhof (29 minutos) e Zoologischer Garten (36 minutos).

Como já estávamos na Europa, não precisamos fazer nenhum tipo de imigração na Holanda, mas posso dizer que esse foi um dos aeroportos mais chatos e rigorosos com relação à checagem de bagagem e detector de metais, vi várias pessoas levando bronca, talvez seja o jeitinho alemão!
De lá paramos no próximo aeroporto da lista, o de Schipol, em Amsterdã!

East Side Gallery, o Muro de Berlim!



O Muro de Berlim ou o Berliner Mauer era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha, a RFA, que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã, a RDA, constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar, a célebre Schießbefehl ou “Ordem 101” aos que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
Indico dois programas que vi esses dias, foi um documentário sobre a queda do muro que me impactou bastante, em inglês, Rise and Fall of The Berlin Wall, além disso, o divertidíssimo Good Bye Lênin que mostra como as pessoas viviam na parte Oriental! 



A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada “cortina de ferro” entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste. Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. 
Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.




Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. 
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.








Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha. O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. 


Hoje, no East Side Gallery, funciona uma galeria de arte ao ar livre situada neste mesmo muro que foi em parte derrubado, é uma seção de 1,316 metros, no lado leste do antigo muro que foi preservado da demolição, está bem próximo ao centro, na rua Muhlenstrabe em Friedrichsain-Kreuzberg ao longo das margens do Rio Spree, é a galeria de arte ao ar livre de maior duração, porém pode estar com seus dias contados. A galeria possui mais de 100 pinturas de artistas do mundo inteiro, iniciadas em 1990, esta foi fundada após a fusão de duas associações de artistas alemães, a VBK e a BBK.

A festa dos alemães foi um marco para o país, afinal depois de tanto tempo eles puderam se encontrar, e vivenciar o país em uma só nação, famílias foram reunidas e aí sim começou a reconstrução da Alemanha pós-guerra! Visitar o Muro é sem dúvida uma grande experiência, você analisa a vida de como as pessoas viviam naquela época e como a liberdade é um bem precioso nos dias de hoje.

A Alemanha é um país fantástico e Berlim é uma cidade que merece ser visitada muitas e muitas vezes. É difícil não fazer um post tão explicativo e histórico sobre o muro, pois é uma das partes mais importantes da história alemã.
A nossa próxima parada é a Holanda, e voamos de easyjet para a capital Amsterdã!

Checkpoint Charlie!


Outro ponto batido de Berlim! Programa próprio pra turista! Checkpoint Charlie foi o nome dado pelos aliados a um posto militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental da auto-estrada “Autobahn” onde se localizava o Checkpoint Charlie: o Checkpoint Alpha, em Helmstedt, e o Checkpoint Bravo em Dreilinden, no sudoeste de Wannsee, cada nome indicando uma letra do alfabeto (Alpha a letra A, Bravo a letra B e Charlie a letra C) de acordo com o alfabeto fonético da OTAN. Havia muitos outros postos militares em Berlim, o Checkpoint Charlie foi projetado como um simples posto militar para passagem de estrangeiros e membros das Forças Aliadas da Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental. Os membros das forças aliadas não tinham permissão para utilizar outra passagem designada para estrangeiros, como a estação de trem Friedrichstraße.



Os Soviéticos simplesmente o chamava de Posto de Passagem da Friedrichstraße. Os Alemães Orientais referiam ao Checkpoint Charlie oficialmente como Grenzübergangsstelle “Posto de Passagem da Fronteira” Friedrich-/Zimmerstraße.
Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e oeste, e para alguns alemães orientais uma estrada para a liberdade. 













O checkpoint era curiosamente assimétrico durante seus 27 anos de atividade, a infraestrutura do lado oriental foi expandida, não apenas para incluir o muro, torre de observação e barreiras em ziguezague, mas também varias ruas onde carros e seus ocupantes eram revistados. Entretanto, as autoridades americanas, talvez por não imaginarem que aquela divisão fosse algo mais do que algo temporário, nunca construiu prédios permanentes, erguendo apenas cabines de madeira, os quais foram substituídas em 1980 por estruturas de metais exibidos hoje no Museu Aliado na Berlim Ocidental.

Após a reunificação, uma reprodução dessas cabines de madeira foi recolocada no local onde ficava a cabine original, ali próximo vários homens ficam vestidos como soldados tentando tirar algum dinheiro com cartões comemorativos, fitinhas e outras tranqueiras, vale da pessoa querer ajudar ou não. Como já comentei um filme muito bacana e que mostra a realidade das pessoas nessa época é Der Tunnel, o Túnel, vale muito a pena ver. O último post de Berlim será sobre a maior extensão do muro, o famoso East Side Gallery, felizmente ainda existe algumas partes do muro espalhadas pela cidade.

Topografia do Terror!


Um dos melhores museus que já tive a oportunidade de visitar. 
Nesse dia uma excursão de alunos estava tendo aula em loco sobre o uso repressivo da SS alemã! A Topografia do Terror é um museu, um tipo de memorial que existe em Berlim e que documenta e mostra os horrores praticados pelos nazistas, mostrando às gerações atuais e futuras tudo o que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. O local fica em um lugar realmente propício, ao lado da sede da polícia secreta, a Gestapo, incluindo as celas, da SS “Schutzstaffel” e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas. Neste local foram planejados e gerenciados os crimes cometidos pelos nazistas. Os prédios que abrigavam estas instituições repressoras nazistas foram praticamente destruídos por bombardeios durante a guerra e suas ruínas demolidas após a guerra. 



Com a divisão da cidade em setores, a fronteira do setor americano com o soviético ficava exatamente ao longo desta rua onde se encontravam estes prédios e mais tarde passava por ali também o muro de Berlim. 
O Centro de Documentação abriga a exposição “Topografia do Terror: Sede da Gestapo, SS e Segurança do Império nas ruas Wilhelmstraße e Prinz-Albrecht-Straße”. 

















O foco da exposição é a ação da polícia secreta e da SS durante o regime nazista e os crimes e atrocidades cometidos por eles não somente na Alemanha, mas pela Europa. São muitos painéis com informações e fotos históricas que mostram a chegada dos nazistas ao poder, a criação destas organizações, o crescimento, a expansão nazistas pela Europa e o rastro de terror e sofrimento deixado por estas pessoas. Os textos das exposições são disponíveis em alemão e inglês.


A exposição mostra o cenário político da época que levou Hitler ao poder, como era a política e estratégias de propaganda do regime, as ações gradativas de perseguição aos judeus e que culminaram com a exterminação em massa, os nomes das principais autoridades envolvidas na perseguição aos judeus, assim como a perseguição a outras minorias. 
A Topografia do Terror é um local que merece ser visitado sem dúvida, fica próximo ao Checkpoint Charlie e a Potsdamer Platz, a entrada é gratuita, aberta diariamente das 10hs às 20hs, no inverno o horário muda. 

Endereço: Niederkirchnerstrasse 8, 10963 Berlim.
Como Chegar: U-Bahn: Linha U6, estação Kochstrasse; Linha U2, estação Potsdamer Platz.
S- Bahn: Linhas S1, S2 e S25, estação Potsdamer Platz ou estação Anhalter Bahnhof.