Os banheiros são imundos com chão grudento, carpete encardido e os chuveiros são um pesadelo, a água ou é fervente, ou é gelada.
Os boxes são claustrofóbicos e é impossível tomar banho sem encharcar todos os seus pertences. Não era possível abrir as janelas devido ao barulho que atrapalha a vizinhança.
Os funcionários estão sempre bebendo e conversando ao invés de zelar pelo hostel, não recomendo de maneira nenhuma a não ser que seu padrão de exigência seja quase nulo!
As fotos enganam, e enganam muito, como é possível notar, os quartos são apertadíssimos.
O Café da Manhã: Fraquíssimo!
A localização e como chegar: O ponto forte do Flying Pig sem dúvida é a localização. A partir dele é prático e rápido ir a qualquer lugar de Amsterdã. O pior sem dúvida é a limpeza e o cheiro forte de cigarro. Proibitivo para os alérgicos.
Endereço: Vossiusstr 46-47, Amsterdam 1071 AJ, The Netherlands (Museumplein).
Para saber mais informações e reviews do hostel é só ir até o trip advisor: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g188590-d236050-Reviews-Flying_Pig_Uptown-Amsterdam_North_Holland_Province.html
O nome da cidade vem do nome do rio Amstel, o rio que corta a cidade, além disso a cidade é bastante conhecida pelo seu porto histórico, museus, a zona do Red Light District, os famosos coffee shops e os inúmeros canais! A cidade destaca-se pelo seu setor financeiro, sendo o quinto centro financeiro europeu.
Com mão-de-obra qualificada no setor logístico, a cidade destaca-se por sua infra-estrutura que reúne um aeroporto internacional e um moderno porto marítimo. Na cidade encontram-se muitos museus de fama internacional, como o Rijksmuseum, o museu de arte moderna Stedelijk Museum, o Museu Casa de Rembrandt e Museu van Gogh que possui a maior coleção de pinturas de Van Gogh no mundo. A Casa da Anne Frank é um destino turístico muito popular, bem como o Hortus Botanicus Amsterdam, fundado no começo da década de 1960, um dos mais antigos jardins botânicos do mundo, com muitas antigas e raras espécies, entre as quais está a planta de café da qual saiu o ramo que serviu como base das plantações na América Central e América do Sul.





Na cidade encontra-se também a conhecida fábrica de cerveja Heineken, que também tem seu
museu Heineken Experience.
O clube esportivo AFC Ajax tem como sede e estádio na cidade, chamado Amsterdam ArenA.
Há ainda numerosos edifícios, igrejas, praças e pontes que merecem uma visita.
Uma data bem interessante para visitar a cidade é o Dia da Rainha ou Koninginnedag neste dia a cidade se transforma em um mercado e em uma verdadeira festa e as ruas ficam abarrotadas de gente vestida da cor da casa real, o laranja.
O espírito liberal que Amsterdã herdou da Idade do Ouro justifica o fato de nela existirem alguns cafés, os chamados Coffee shops, onde é autorizado o consumo de drogas leves e de existir uma indústria do sexo legalizada. No “Red Light District” (ou Bairro da Luz Vermelha) as ruelas estão lotadas de sex shops, bares onde decorrem espetáculos eróticos, cinemas eróticos e até um museu do sexo. A prostituição nos Países Baixos é completamente legalizada nas zonas designadas para ela. O transporte público de Amsterdã consiste em: 5 linhas de metro, 16 linhas de trams ou bondes, 55 linhas de ônibus urbanos, várias linhas de ônibus regionais, vários ferries (também para ciclistas), 2 centrais de táxis, e o trem de alta velocidade “Thalys”.
A viagem a Amsterdã só começou, nos próximos posts mais sobre os pontos turísticos da cidade, além do infame hostel onde nos hospedamos!




O aeroporto internacional está localizado a 9 km (5.5 milhas) a sudoeste de Amsterdã, bem como o complexo situa-se perto da auto-estrada A4, que liga com Amsterdão, Roterdão e A Haia. Dali pegamos um transfer para o nosso hostel, foi mais caro que a passagem de avião!
Assim como a maioria faz deveríamos ter usado o trem, mas a preguiça e o frio nos venceram. É possível usar o trem, há um específico direto à Estação Centraal, 15 minutos e o preço: 3,80€.
Há trens diretos inclusive para as cidades de Utrecht, Amsterdam Centraal Station, Leiden, La Haya, Delft e Rotterdam, como também para Berlim, Hannover e Leipzig.
Do aeroporto fomos direto ao nosso hostel, um dos piores da viagem, o Flying Pig Hostel, mas sobre este falarei depois!
Saímos de Berlim pela manhã, pegamos um transfer no nosso hostel e em 20 minutos chegamos ao Aeroporto de Berlim, o Flughafen Schönefeld no Terminal 2, o da Easyjet, companhia low-cost aqui da Europa! O vôo foi bem rápido, barato e tranquilo. Este aeroporto fica em Brandemburgo, era o antigo aeroporto da Alemanha Oriental. De lá saíam os vôos para os países socialistas na época da divisão da Alemanha. Dizem que até esse ano terminarão um novo aeroporto, o de Berlim Brandemburgo, que utilizará a pista atual do Schönefeld, após sua entrada em operação serão desativados o atual Schönefeld e o Tegel, este possui capacidade para 30 milhões de passageiros por ano e será o maior da Alemanha. A sigla da IATA é a SXF!
O duty free é bastante grande e com várias opções. O achados e perdidos funciona das 08hs às 22hs, outros serviços importantes que o aeroporto oferece são sala de primeiros socorros e setor para fraldários de bebês, farmácia, agência de viagens, entre outras facilidades. No lobby principal há um serviço de informações turísticas e gerais. Como no vôo de Paris para Madri, fomos de easyjet e o serviço além de barato é impecável, uma das melhores nesse tipo de vôo, levamos as nossas mochilas no porão e como já tínhamos feito o check-in antecipado não pagamos pela mala, nesse quesito a easyjet é imbátivel comparada a Ryanair!
O aeroporto tem boa disponibilidade de estacionamento de curta e longa estadia, e estão localizados no lado oposto aos terminais B e D. Tarifas para curto prazo: 10€ a primeira hora, e depois 2,50€ a cada 15 minutos e 60€ a diária; para longo prazo: 2,50€ a primeira hora, 21€ a diária e 89€ a semana.
Há espaços reservados para deficientes. Infelizmente não utilizamos o serviço de trens, mas dizem que é acessível e bastante barato, o Regional-Express (RE) é o meio mais rápido para chegar ao centro da cidade e parte a cada 30 minutos com várias paradas no centro de Berlim tais como: Ostbahnhof, Alexanderplatz (23 minutos), Friedrichstraße, Hauptbahnhof (29 minutos) e Zoologischer Garten (36 minutos).
Como já estávamos na Europa, não precisamos fazer nenhum tipo de imigração na Holanda, mas posso dizer que esse foi um dos aeroportos mais chatos e rigorosos com relação à checagem de bagagem e detector de metais, vi várias pessoas levando bronca, talvez seja o jeitinho alemão!
De lá paramos no próximo aeroporto da lista, o de Schipol, em Amsterdã!



A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada “cortina de ferro” entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste. Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental.
Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.

Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha. O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar.
Hoje, no East Side Gallery, funciona uma galeria de arte ao ar livre situada neste mesmo muro que foi em parte derrubado, é uma seção de 1,316 metros, no lado leste do antigo muro que foi preservado da demolição, está bem próximo ao centro, na rua Muhlenstrabe em Friedrichsain-Kreuzberg ao longo das margens do Rio Spree, é a galeria de arte ao ar livre de maior duração, porém pode estar com seus dias contados. A galeria possui mais de 100 pinturas de artistas do mundo inteiro, iniciadas em 1990, esta foi fundada após a fusão de duas associações de artistas alemães, a VBK e a BBK.
A festa dos alemães foi um marco para o país, afinal depois de tanto tempo eles puderam se encontrar, e vivenciar o país em uma só nação, famílias foram reunidas e aí sim começou a reconstrução da Alemanha pós-guerra! Visitar o Muro é sem dúvida uma grande experiência, você analisa a vida de como as pessoas viviam naquela época e como a liberdade é um bem precioso nos dias de hoje.
A Alemanha é um país fantástico e Berlim é uma cidade que merece ser visitada muitas e muitas vezes. É difícil não fazer um post tão explicativo e histórico sobre o muro, pois é uma das partes mais importantes da história alemã.
A nossa próxima parada é a Holanda, e voamos de easyjet para a capital Amsterdã!







